O talento que as mães têm de proporcionar a entrega dos filhos!

[Leitura] Prov 31, 10-13. 19-20. 30-31; Sal 127 (128), 1-2. 3. 4-5; 1 Tes 5, 1-6; Mt 25, 14-30

[Meditação] No encerramento da Semana dos Seminários, escutámos a parábola dos talentos, mais uma pedagogia de Jesus para aprendermos a aproveitar o tempo da vida no sentido de pormos a render as aptidões de cada um através de uma resposta a uma motivação de um convite amoroso de Deus.

A parábola deixa-nos entrever um aspeto da escuta-resposta nem sempre sublinhado na pastoral das vocações e importante muito aquém da utilidade das mesmas: o tipo de relação entre o servo e o seu Senhor. O estilo serviçal-patrão, como vemos, incute o medo e não deixa pôr a render nada; pelo contrário, o estilo servo-Senhor, entendido como amado-Amante, poderá atiçar o fogo do Espírito a uma entrega que possa vir a dar frutos em favor de muitos.

Há tempos perguntavam-me em ambiente de formação de formadores se alguém que não tinha sido amado pudesse vir a amar como presbítero. Depois de aprofundar, concluí que sim, desde que se recuperasse o ser através de relacionamentos significativos (cf. Otto F. Kernberg). No entanto, aquém de qualquer obstáculo que atrase uma entrega vocacional, há que considerar o amor daqueles mediadores fundamentais da vida: os pais e os educadores (professores, catequistas, etc.), perguntando-lhes: que efeito dessa causa de amor que diariamente reservam aos vossos filhos/educandos? Ou estamos em tempo de “seca”, como acontece coma falta de água em Viseu?

Fazer os filhos olhar a pobreza dos outros pode ser mais uma motivação inspirada por Deus a partir do Papa Francisco no I Dia Mundial dos Pobres, para levar alguns a entregar-se pelo Presbiterado.

[Oração] Para a oração, explorem-se estes subsídios.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Todos, em Igreja(s) para o Reino! Exorcizem-se os métodos e instituições!

Estamos a viver um tempo de velocidades extenuantes, em que tudo o que se faz já coloca o enfoque no términus da própria atividade, o que prova a autorreferencialidade pessoal e institucional do que vemos fazer. Sem querer generalizar, quase que se vive a atividade pelas atividade, sem processos de continuidade. No filme “Lucy” (Luc Besson, 2014), a aproximação entre a criatura e o eterno acontece na unidade tempo-espaço. O Papa Francisco propõe que, no caminho da Igreja para o Reino, o tempo é superior ao espaço, dada a importância da memória acima da experiência casual.

Daqui podemos tirar esta ilação: não é um “detrito de fé” presente numa experiência pessoal e grupal, num determinado tempo e espaço, que deve ditar a máxima do viver cristão ao encontro do seu horizonte. Quando muito, podemos ser convidados a mover-nos para a totalidade da unidade da Igreja que, hoje, está também em “periferia”, dada o acumular de muitas experiências sem reflexão por parte de pessoas e instituições autocentradas.

Há sempre um “perigo” na boa institucionalização dos moções do Espírito, não tendo a ver com Este divino amor, mas como humanamente os Seus dons são acolhidos: é o de se querer perpetuar ou apresentar como absoluto o que é perecível, enquanto que o que vem de Deus é absolutamente capaz de nos mover/cativar para o seu Ser infinito, por ser vocacionalmente surpreendente.

Falta muita coragem para a avaliação das estruturas, em favor da “salvação as almas”. Penso que é por aqui que o “daimon” pessoal e social trabalha, mais do que pela institucionalização meramente humanidade quem deve ou não ser exorcizado (refiro-me aos simples que temem a Deus  − e que por isso, não devem ter mais nada a temer − que andam a servir de cobaias no velho “tubo de ensaio” do exorcismo).

Igreja(s) de Jesus: move-te/movam-se… para o Reino!!  É a via luminosa do Ecumenismo a tua/vossa cura. Não se fique aquém da semana de oração pela unidade dos cristãos (que costuma ser em janeiro de cada ano) na aspiração do horizonte, nem se recuse o mais além do que se aspire. Como sugere a protagonista do filme sopracitado, o discipulado-missão exige o máximo das nossas capacidades e não só 10% do que o nosso pensamento pode atingir. Por isso, é necessário aliar uma fé firme em Deus e uma forte comunhão no seu amor para com todos.

É a persEVERança que permite viver a esperança cristã

[Leitura] Ap 7, 2-4. 9-14; 1 Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12a

[Meditação] Os senhores bispos portugueses utilizaram há poucos anos uma expressão que nos ajuda a viver, como lusitanos, a esperança cristã: a “saudade do futuro”! Enquanto que a saudade puramente lusitana nos ajuda a “cantar” o passado e a distância física, este outro tipo de saudade, assim “batizada”, permite-nos “cantar” o que não vemos, mas que está sempre diante de nós como promessa de um futuro próximo, o do Bom Pastor que nos manda para irmos a Ele, porque tem uma carga leve com a qual nos quer consolar.

No Batismo, como em qualquer Sacramento de consagração pessoal, a súplica por intercessão dos Santos e Santas foi também “cantada” em forma de ladainha, ante a prostração da nossa fragilidade que se dispôs a servir humildemente o Senhor. A palavra inglesa “ever”, presente na “perseverança”, que se traduz por “sempre” pode motivar-nos nos a compreender que a esperança cristã é uma proposta de consistência no tempo presente. Podemos, de facto, viver já os valores que fazem parte da promessa futura. Podemos experimentar, ainda que na intermitência da realidade humana, a presença do amor de Deus que fará muito mais do que possamos imaginar. O que se defende hoje, ainda que na fragilidade que a misericórdia de Deus supera, é o que se viverá na plenitude de amanhã. A promessa é não só feita de futuro, mas de um presente que o vai realizando.

Assim, não há somente razões para olhar para “baixo” − para as campas dos nossos fiéis defuntos); mas a olhar para “cima” − para a realidade onde os Santos já vivem o que haveremos de ser.

[Oração] Sal 23 (24)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

As duas faces da porta da salvação: do lado do Reino a gratuidade; do lado do mundo a gratidão

[Leitura] Rom 3, 21-30a; Lc 11, 47-54

[Meditação] A liturgia de hoje pode ajudar-nos a perceber a caraterística da omnipotência no confronto com Deus. A sua omnipotência é absolutamente amorosa; a “omnipotência” do homem é absolutamente presunçosa, quando existe, excetuando na infância, compreensível por causa da total dependência dos progenitores.

A salvação é sempre uma graça gratuita! O nosso esforço em acolhê-la não pode acrescentar nada como não pode diminuir em nada o mérito infinito do amor de Deus. Esta nossa convicção não infravaloriza o esforço humano. Pelo contrário, enaltece-o já desde o interior de cada pessoa, onde o Espírito atua.

A omnipotência de Deus salva-nos; a nossa presunção pode afastar-nos dela, como nos pode levar a “matar” a salvação própria e dos outros. Portanto, a justiça que salva é Deus que a cumpre (estará, porventura, aqui o sentido da “justificação” paulina). O ser humano pode ou não exercer a sua liberdade em acolhê-la e pactuar com ela nas suas (consider)ações colaborativas. De uma vez por todas: não deixemos de fazer boas ações, mas sem nos estarmos a elevar mais do que Deus nos eleva (pois não é possível!)

[Oração] Sal 129 (130)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

As necessidades básicas dos outros não incomodam os que servem o Senhor

[Leitura] Mal 3, 13-20a; Lc 11, 5-13

[Meditação] Deus nunca se cansa, porque o amor não descansa. O ser humano é que se cansa de contemplar o amor na sua dupla face de receber e partilhar, esquecendo-se da gratidão que gera a comunhão. O Papa Francisco já nos lembrou que Deus nunca se cansa de perdoar, nós é que nos esquecemos de Lhe pedir perdão. No entanto, a história de Deus com a humanidade não é só uma história de pecado humano; é uma história de fidelidade divina ao projeto da Criação. Aquém do pecado há toda uma precedência do amor paciente de Deus sobre o qual se constrói toda a história da humanidade e de cada homem e mulher em particular, em todas as condições mais básicas foram previstas por Ele para que o se humano possam viver.

A experiência de cada ser humano é marcada por diversos tipos de necessidade dentro das dimensões física, psíquica e de realização ou busca de sentido da vida. Estas, apesar de estarem no ADN da criação do ser humano, reclamam, no plano da redenção, uma fraternidade universal. A partir desta relação, não basta perguntar se o ser humano se portou ou não bem; é necessário perguntar, na sua situação, se tem o básico que precisa para empreender o caminho que o constrói de encontro à imagem do Criador.

Aqueles que temem o Senhor não fecham as portas da caridade, sabendo que esta ressoa com o alarme da insistência de quem precisa da satisfação de necessidades básicas como as que estão na pirâmide acima. À luz da Palavra, afirmamos convictamente que, no topo, está o Espírito Santo, o Amor de Deus, o bem ainda mais básico que todos os bens, sem o qual se experimenta a mais dramática das pobrezas. A maldade está em não reconhecermos estas necessidades mais básicas como património de toda a humanidade. A bondade está na imitação da forma de Deus Pai nos amar.

[Oração] Sal 1, 1-2. 3. 4 e 6

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

 

A misericórdia do Pai é de uma irracionalidade humoradamente racional

[Leitura] Jonas 4, 1-11; Lc 11, 1-4

[Meditação] Estou a imaginar Jonas com ciúmes, um arquétipo do filho mais velho da parábola do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32): foi chamado a anunciar a conversão aos ninivitas e eles converteram-se diante do amor de Deus. Terá tido Jonas desejos de vingança ao ver a vida que os ninivitas levavam, face aos seus esforços de obediência a Deus? De facto, a misericórdia divina é de uma grande irracionalidade para a lógica humana.

No entanto, a Deus não escapa o drama de Jonas: monitoriza a sua irritação ajudando a racionalizar as suas motivações e a tomar consciência do seu mecanismo de transferência injusta entre o rícino e os ninivitas.

No Evangelho, encontramo-nos com a melhor escola de relação com Deus Pai: Jesus. Nele se sintetizam os melhores mecanismos de adaptação que conhecemos: estou a imaginá-l’O a sorrir (mecanismo do humor) e a recomendar (mecanismo de antecipação) uma forma de relação que reorganiza o sentido da vida, através da oração do Pai-nosso.

Também deve ter sido sob a força desta rel(or)ação que o Papa do sorriso (João XIII) convenceu a Igreja de que deveria organizar-se melhor, adaptando-se aos novos tempos com a integração de antigos e novos valores (com o Concílio Vaticano II). Com ele aprendemos que não há verdadeiro cristianismo sem um autêntico humanismo.

[Oração] Sal 85 (86)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

A unidade dos presbíteros na unidade da Igreja: um tributo à complementaridade

Hoje, o Card. Carlo M. Martini (em Come Gesù gestiva il suo tempo) faz-me compreender como a unidade de vida (interior e exterior) dos presbíteros, à luz do Decreto Presbyterorum ordinis, não pode realizar-se sem a unidade da Igreja. O sucesso de uns sempre esteve ligado à compelentaridade da comunhão da Igreja, de forma interdependente.

Pergunto: não estará a acontecer na Igreja o que se passa com a crise que invade as nossas famílias? A amalgama de ideologias − incluindo alguns “ensaios” de espiritualidade − que, de dentro e de fora, influenciam a vida social em que se procura incarnar a vida da fé têm uma força fragmentarizadora da qual ainda não seremos capazes rapidamente de dar conta e de minimizar os seus danos (quer para os padres, quer para as comunidades).

Em vez de nos debruçarmos com entusiasmo is0lado a experimentar espiritualidades (frequentemente as que dão resposta imediata aos problemas humanos), deveríamos (a meu aviso humilde, mas contundente do que fere a unidade) fazer ensaios de complementaridade, para que alguém possa vir a colher frutos não só de uma entrega feliz de consagração em favor dos outros, mas também de comunidades vivas que não fiquem somente apegadas às varandas do “sempre assim se fez” a ver passar os andores de lamentações pelos danos causados pela falta de unidade. Esta não é um “credo” de alguns , mas proposta para todos os que se declaram cristãos.

Para quando adiaremos o atrevimento da mudança. Quanto mais tempo demorarmos a entender que a distância é só (de uns e de outros, incluindo instituições) da unidade querida por Cristo, mais adiamos a possibilidade de uma experiência feliz de Igreja a caminho do Reino. Num tempo em que escasseiam as vocações: famílias, escusais de ficar à varanda a ver procissões de andores… não haverá presbíteros para os presidir. Contrariamos esta tendência?!

A cruz itinerante é antídoto para o egoísmo estagnante

[Leitura] Jer 20, 7-9; Rom 12, 1-2; Mt 16, 21-27

[Meditação] Neste XXII domingo do tempo comum contemplamos o profeta Jeremias entre a sedução do Senhor e a frustração da missão. Esta contradição não é, certamente, estranha a nós cristãos, entre a fé pessoal e o compromisso comunitário de testemunhar a Palavra de Deus na sociedade. Aliás, a sedução de Deus não se esconde por detrás de nenhum bem-estar inútil; assim como os confrontos desagradáveis não conseguem apagar o fogo do amor de Deus que arde no coração de cada um de nós (nem que seja no mais íntimo).

O convite de Jesus, de renunciarmos a nós próprios e tomar a própria cruz, em primeiro lugar, implica que cada um/uma saiba enuclear de que “madeiro” ela é feita. O que te faz sofrer, de modo a sentires-te estagnado/a? O que nos faz sofrer costuma ter como “consola” ou “base de carregamento” (como para os smartphones) o umbigo pessoal. Aquele convite tem como primeio objetivo desinstalar-nos daquilo que compreensível ou incompreensivelmente nos dói, renunciando à absoluta compreensão que nos levaria a ser donos de nós mesmos num bem-estar físico ou psicológico que nada tem de promessa espiritual. É assim que podemos compreender a tentação de Pedro.

Em segundo lugar, o convite a seguir o Mestre, de facto, implica aquela autodescentralização ou autoreferenciação, pois para efetivamente O seguirmos não basta a mera vontade de querer, mas de realizar as escolhas que combinam com a vontade de Deus, na radicalidade dos atos ou dos factos. Um distanciamento de si próprio/a que, embora na consciência da própria fraqueza, nos leve ao encontro de quem nos incentiva a ver com realismo o que somos e o que o nosso ser transformado por Cristo nos permitirá realizar.

Na possível aridez do caminho, a oração confiante do salmo 62 é remédio, não só para não desistirmos da entrega pessoal a uma missão concreta, mas também uma motivação a deixarmo-nos trabalhar por dentro, não em conformidade com este mundo, mas com a vontade de Deus, que o Espírito Santo nos vai fazendo contemplar nas palavras e atitudes de Jesus.

[Oração] Sal 62 (63)

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“Cingir os rins” é não deixar que o medo interior impeça os combates exteriores

[Leitura] Jer 1, 17-19; Mc 6, 17-29

[Meditação] É possível que algumas incoerências ou inconsistências da vida interior (normal) do ser humano adormeçam a consciência para o esforço a travar batalhas com o mundo exterior em que habita e interage com os outros. Por isso, a liturgia de hoje faz-nos ouvir a voz profética com o convite a não ter medo no confronto com o mal. O que confia acima das suas próprias forças, realiza o bem que não tem origem nele, mas em Deus, que tudo pode!

Como aconteceu com João Baptista e os Profetas que o precederam (Jeremias, etc.), a denúncia do mal nunca foi em vão, mas ao mesmo tempo protagonista do anúncio do bem. Entre aquela e este, por vezes, não é fácil para o ser humano, seja ele crente ou não, seja leigo ou consagrado, distinguir o que é a luta interior e o combate exterior. É nítido, no relato do Evangelho, que Herodes não tinha os “rins cingidos” com a verdade que João Baptista lhe pregava, não calando os medos que o impediram de dar um testemunho da verdade libertadora.

Na antropologia bíblica, os rins são os “cúmplices” do segredo pessoal e o lugar da intimidade. A partir deste órgão do corpo humano, a ciência bíblica sugere que se saiba calar interiormente a força do mal, para que exteriormente se possa deixar falar a verdade fundamental. Consagrar a vida a Deus e ao bem dos irmãos implica, pois, vestir, desde já, o que nos é prometido e percorrer este caminho entre a luta interior e o combate exterior, que coincide com a aproximação de diálogo entre o bem real que se quer conquistar e as realidade aparente que nem sempre persegue o mesmo horizonte.

[Oração] Sal 138 (139)

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A “tarde” do amor humano não desconheça a frescura da “manhã” com que Deus nos ama

[Leitura] 1 Tes 1, 1-5. 8b-10; Mt 23, 13-22

[Meditação] Conhecemos de Santo Agostinho a seguinte bela manifestação da sua conversão:

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo.
Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz…

Um professor de Psicologia disse-me, um dia: “Quando dizemos a Deus que O amamos, quase sempre estamos a ser mentirosos. Porque, frequentemente, essa afirmação egoísta é feita tendo como pressuposto a necessidade que temos do seu amor”. Esta afirmação aclarou em mim o voluntarismo com que, também frequentemente, servimos os outros, nem sempre pelo bem-em-si, mas para “engordar” o próprio “ego”.

Na “manhã” da vida, os jovens podem correr o risco de ignorar que o Amor que pressupõe qualquer mérito humano exige uma resposta. E esta, como no caso de Agostinho, pode não passar de uma retórica feita de perguntas ou procuras sem o sentido previsto pelo Criador. Menos mal que esta Beleza sempre antiga e sempre nova nunca deixa de ser a mesma. A “retórica” humana é que, enquanto adia a prática do bem, se perde em experimentações vãs, enquanto que o amor de Deus nunca corre esse risco do vazio.

Há uma semelhança entre esta “retórica” e a hipocrisia atribuída aos escribas e fariseus com os quais Jesus se debate no Evangelho. Ambas são forjadas no coração pervertido que olha para o que é secundário (ouro e oferenda) sem a ligação fundamental com o que é primário (santuário e altar).

Na “tarde” da vida, haverá sempre oportunidades para responder à ordem do amor que sempre nos amou na prática. Estaremos à altura de o acolher?! Um coração convertido é aquele que se deixa habitar por Aquele que lhe pode dar uma resposta verdadeiramente satisfatória para as questões fundamentais da vida humana.

[Oração] Sal 149

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo