O Verbo adulto mora na pergunta que sacia a sede humana mais profunda

[Leitura] 1 Sam 3, 3b-10. 19; 1 Cor 6, 13c-15a. 17-20; Jo 1, 35-42

[Meditação] Neste II Domingo do Tempo Comum, somos postos pelo evangelista S. João diante das primeiras palavras do Jesus adulto a caminhar no meio da humanidade, apontado por João Batista como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

“Que procurais?” – é a provocação deste novo Mestre que inscreve na “pós-graduação” aqueles discípulos iniciados pelo profeta do deserto. Completar o processo da fé implicará “crivar” as motivações humanas, em vista à possibilidade de virem a participar na missão divina de Cristo.

“Rabi, onde moras?” – é, ao mesmo tempo, declaração da passagem e pedido de ingresso no estilo de vida de Jesus, manso e humilde de coração. Doravante, os que experimentam a habitação deste Templo que é a relação com Jesus, como é o caso de André, estão implicados na transmissão da mesma vida que daí dimana, como mediadores da Boa Nova do Reino. Estes urgem nas noites da humanidade, onde se experimentam a dúvida e o medo, entre a voz de Deus e a errância humana.

[Oração] Sal 39 (40)

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O conforto de qualquer berço é o afeto de uma relação que se complemente

[Leitura] 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16; Sal 88 (89), 2-3. 4-5. 27 e 29;Rom 16, 25-27; Lc 1, 26-38

[Meditação] Estou convencido que o crescimento harmónico de uma criança está baseado na contemplação de uma boa relação entre o seu pai e a sua mãe, mais do que a relação direta de um destes dois para com o novo ser humano, apesar da importância do papel diferenciado dos dois progenitores para a descoberta da sua identidade.

Se isto é verdade para a vida de um ser humano, no caso de Jesus como Emanuel Deus-connosco, o seu crescimento harmonioso, aquém de precisar de José, necessitou da complementaridade entre Maria e a Palavra eterna. O mais extraordinário do Natal, no meu modo humildemente assombrado de ver, é que se não fosse a força desta Palavra divina, acolhida em Maria com um regaço generoso, a Redenção não teria tocado a Criação.

A teologia deste IV domingo do Advento serve bem quer para justificar a divindade de Jesus nascido da virgindade de Maria, quer para compreender a necessidade da complementaridade de José, sem o qual Maria não teria conseguido levar este nascimento avante, em favor da humanidade. De facto, quantos aspetos do projeto de Deus ainda não foram levados a cabo, por causa da falta de harmonia entre vontades complementares?!

[Oração] Para rezar em Família:

Vinde, Senhor, pois estamos prontos para fazer do nosso coração o vosso berço de paz. Vinde, Senhor, porque estamos prontos para fazer da nossa vida a vossa tenda de abrigo. Vinde, Senhor Jesus! Vinde salvar-nos!

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Magnificat: a oração que liga a promessa à memória

[Leitura] 1 Sam 1, 24-28; Lc 1, 46-56

[Meditação] O Magnificat é a primeira oração de Maria após o seu Sim, expresso no “faça-se em mim segundo a vossa Palavra”. Exprime este louvor abraçada a Isabel, em quem vê cumpridas as promessas de Deus, que a livra da desonra.

Assim, neste abraço, vemos entrelaçada a promessa e a memória daquilo que Deus fez e é capaz de continuar a fazer, ainda de forma mais próxima, em Jesus Cristo, filho de Maria, que o Precursor, filho de Isabel, ajudará a reconhecer.

Não há, por isso, nenhuma prisão humana que impeça de vislumbrar um possível chamamento, encostado aos lábios do coração de quem tem a coragem de esperar, louvando o Criador de todas as coisas e o Redentor da humanidade. Como escreveu Dietrich Bonhoeffer (teólogo e pastor), no presídio de Berlim (Natal de 1943, aos amigos Eberhar e Renate):

“Você quer ser liberto? Esta é a única questão realmente importante e decisiva que o Advento nos propõe”.
“A cela de uma prisão, em que alguém aguarda, espera e se torna completamente dependente do fato de que a porta da liberdade tem que ser aberta por fora, torna-se cenário ideal para o Advento”.

A quem for dado contemplar a memória do passado, não será impossível dar espaço, na fé, à promessa de um futuro feliz, seja em que circunstância estiver.

[Oração] Sal 1 Sam 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd:

Exulta o meu coração no Senhor,
no meu Deus se eleva a minha fronte.
Abre-se a minha boca contra os inimigos,
porque me alegro com a vossa salvação.
A arma dos fortes foi destruída
e os fracos foram revestidos de força.
Os que viviam na abundância andam em busca de pão
e os que tinham fome foram saciados.
A mulher estéril deu à luz muitos filhos
e a mãe fecunda deixou de conceber.
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.
É o Senhor quem despoja e enriquece,
é o Senhor quem humilha e exalta.
Levanta do chão os que vivem prostrados,
retira da miséria os indigentes;
fá-los sentar entre os príncipes
e destina-lhes um lugar de honra.

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A alegria do anúncio é a estafeta de uma visita

[Leitura] Cânt 2, 8-14 ou Sof 3, 14-18a; Lc 1, 39-45

[Meditação]

A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos.

— PAPA FRANCISCO, Evangelii Gaudium, 1

A experiência inauguradora de Maria, na Anunciação, renova-se constantemente na Visitação, com um conjunto de transmissão em estafeta, interminável até à última vinda de Jesus Cristo. Ele vem constantemente com a sua proposta renovada de alegria!

Cada anúncio implica uma visitação. E o anúncio de uma nova etapa evangelizadora para os próximos, marcada por essa alegria, implica que a comunidade da Igreja aprenda a ser como Maria: a visitar aqueles que precisam de ouvir novamente este anúncio do cumprimento de uma promessa que é capaz de alegrar a todos.

No desporto, “estafeta” é a prova dividida em etapas, em que os elementos da mesma equipa se revezam no percurso. Esta é a nossa hora de nos deixarmos “invadir” pela graça de Deus e para, mediante o nosso “sim” bem disposto, nos levantarmos do sofá, ao encontro dos que precisam de contemplar a Luz do Natal. Uns esperam-na à maneira da descrição do Cântico dos cânticos, em dias de “verão”, aguardando o Amor ao qual dedicar a vida. Outros esperam contemplá-la como descreve Sofonias, em dias de “inverno”, vendo as sentenças que condenam transformar-se em libertações que não deixam nada a temer. Em qualquer das estações ou etapas da vida, o Senhor está no meio de nós, para nos renovar no seu amor.

[Oração] Sal 32 (33)

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É uma grande graça dar o corpo à Palavra de Deus!

[Leitura] Is 7, 10-14; Lc 1, 26-38

[Meditação] Por vezes, somos levados por um certo escrúpulo a calar a necessidade de que Deus Se nos revele no tempo presente, como se o Mistério do seu amor infinito estivesse meramente compaginado com a repetição de ritos litúrgicos ou como se a Liturgia celebrasse meramente factos históricos passados. Paira a insensibilidade diante da atual (in)capacidade de perceção dos bens prometidos que somos convidados a esperar. Também se verifica a massificação do anúncio do cumprimento das promessas de Deus, como se todos tivéssemos de auferir dos mesmos dependendo das capacidades ou dotes de cada um dos seres humanos.

Ora, no Natal, o Deus Menino nasceu para todos! Sem dúvidas! No entanto, verificar essa Presença de forma personalizada implica que cada um de nós Lhe faça o pedido: ilumina-me para que eu Te veja a (re)nascer em mim, uma vez que Te apresentas nas formas mais surpreendentes (cf. Mt 25). É assim que podemos compreender indicação da parte de Deus a Acaz, de que Lhe peça um sinal.

Penso que diante Deus nunca seremos inoportunos, se Lhe pedirmos um sinal que nos ajude a celebrar e a responder aos sinais fundamentais já dados, através de uma Transmissão que se purifica e se renova. É melhor assim do que “molestar” Deus nos irmãos através de propostas tradicionalistas, porque fundamentadas em sinais de “segunda mão”. Maria declarou-se escrava segundo a original Palavra!

[Oração] Sal 23 (24)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

A gramática para se saber desfrutar a alegria cristã

[Leitura] Is 61, 1-2a. 10-11; Sal Lc 1, 46b-48. 49-50. 53-54; 1 Tes 5, 16-24; Jo 1, 6-8. 19-28

[Meditação] Costuma dizer-se que o excesso de passado gera a depressão, o excesso de presente gera estresse e o excesso de futuro gera ansiedade. E parece ser verdade, mesmo constatando que muitas pessoas escondem estas perturbações por detrás de momentos divertidos por uma alegria aparente.

A Palavra do III Domingo do Advento, chamado de “Laetare” (da Alegria) ajuda-nos a perceber a gramática que, se declinada com serenidade, coragem e abertura, poderá levar-nos a experimentar graciosamente a alegria prometida por Jesus Cristo e já presente no Seu Nascimento, assim como na sua vinda constante às nossas vidas:

1) Memória. O Prólogo de João (o evangelista) é um convite a remontarmos à eternidade para saber da origem de Jesus Cristo, para não ficarmos só pela contemplação da sua carne. Ele é o Verbo eterno do Pai! Assim, também, cada ser humano pode considerar-se filho no Filho, não só por ter um corpo, mas também por uma existência sonhada e querida pelo mesmo Pai, de maneira que a devemos a esse eterno Amor, também com a colaboração dos pais terrenos, assim como para Jesus foi importante a missão de Maria, José e João Batista (o Precursor que aponta e não substitui). Revisitar o passado, nesta ótica, implica a aceitar purificação da memória dos maus acontecimentos (inclusive, do próprio pecado) e constatar, na fé, do bem que Deus nos proporcionou.

2) Irrepreensibilidade. Para o Apóstolo Paulo, o ser humano é um todo formado de sarx, anima e pneuma. Ou seja: uma unidade complexa formada de corpo, psique e espírito. Não basta estar bem fisicamente para experimentarmos a alegria (é frequente estar com pessoas doentes que me transmitem mais alegria do que aquela que, por vezes, sinto!). Também são tão necessárias a inteligência espiritual e emocional para que a experiência da alegria nos tire daquela tensão a que chamamos estresse que, por vezes, não nos deixa comunicar com o corpo, nem sentir paz, nem, até, rezar. Experimentar a alegria cristã implica o cuidado (a irrepeensibilidade) para com essas três dimensões.

3) Abertura à novidade. Se esta atitude diante da novidade da graça de Deus, como é que a alegria cristã pode ser oferta de Deus, antes que esforço do ser humano? Se fosse um bem comprado nos hipermercados, há muito que teria acabado. Mas… continuar a “nascer” e a “renascer” em cada criança e em cada etapa do nosso viver. E, como nos anuncia o Profeta Isaías, é uma possibilidade para os mais necessitados, diante de tanta indiferença humana para com os pobres e marginalizados por diversas causas. Por isso, os tradicionalismos humanos são o pior “berço” para a alegria cristã. A Tradição da Igreja, por outro lado, procura profetizar, celebrar e anunciar esta Luz que aclara a vida humana, denunciando tudo o que a pode ofuscar.

Também o Papa Francisco tem vindo a ser um “precursor” da nossa alegria cristã, apontando-nos novos caminhos que dependem mais do encontro (físico, psíquico e espiritual) com Jesus, do que com algum empreendedorismo humano caro (porque cansativo e estressante) que possamos fazer:

A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos.

O grande risco do mundo actual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.

A Alegria do Evangelho, nn. 1-2

[Oração] Rezar em família:

Senhor, faz de nós uma família feliz, capaz de contagiar esta alegria junto de outras famílias. Que saibamos inventar mais momentos de convívio familiar, seja à ‘volta da lareira’, seja ao ar livre com a Natureza!

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Ave Generosa «porque encontraste graça diante de Deus»!

[Leitura] Lc 1, 26-38

[ContemplAção] Hoje proponho somente a contemplação do acontecimento narrado pelo Evangelho ao som contemporâneo do maravilhoso compositor norueguês Ola Gjeilo.

 

Do escutar ao fazer, não se descarte o Reino no mero dizer

[Leitura] Is 26, 1-6; Mt 7, 21. 24-27

[Meditação] Ultimamente tenho observado que as redes sociais estão povoadas de “bandeiras à americana sobre a lua” sobre todo o tipo de assuntos, nomeadamente sobre o que seja viver a verdadeira catolicidade da fé e na pedagogia que lhe subjaz na própria atitude de Jesus Cristo, no que Ele disse e fez de divino (e não de meramente humano!). “Sendo pagos” ou não, escreve-se contra e a favor (por exemplo, deitando abaixo a missão do Papa e citando-o para atrair pessoas), como serpente meneando por entre dizeres a obscurecer o diálogo que se torna diábolo em vez de símbolo, como no início da criação.

Razão tem Orígenes em lembrar que «a tempestade não torna sólido o edifício construído sobre areia», para nos fazer voltar a atenção para os fundamentos da vida e sobre o material em que ela está edificada. Ora, se o material em que a vida está edificada é o de um “detrito” histórico de religião – ou seja, de uma tradição sem “T” maiúsculo, sem mártires, pois, a não ser da ofensa verbal por autodefesa daquilo que não é Cristo, em nome de uma religião autorreferenciada – na hora do juízo final, onde estão as obras que identificam o cristão com o pobre e o miserável (uma vez que Cristo Se lhes identifica)?

Deixo aqui o manifesto (doa a quem doer): prende-te a “rendinhas” de religião e vais ver a tempestade que apanhas numa praia de sonho areoso. Nem Cristo te escusará de um banho. Agarra-te à boa prática que dá de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede e verás a rocha do alicerce da tua vida ser a mesma que a do amor firme de Deus pela humanidade! Penso que o aviso de Jesus é claro: uma oração sem consequência nem sequer chega a ser liturgia eucarística. Esta só é realidade orante quando é consequência operante. E não se deixa manipular por ninguém. Mas somente servir com humildade.

[Oração] Sal 117 (118)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Em cada socalco da vida cristã está prefigurada a promessa do cimo do monte

[Leitura] Is 25, 6-10a; Mt 15, 29-37

[Meditação] O mais razoável para um cristão é ter a Eucaristia como o momento mais alto da dinâmica global da sua vida. Não sendo assim, só se for um cristão “anónimo” que vive sem a ambição da plenitude que ela prefigura, como que vivendo de planícies sem ascendência para um monte que ajude a ver mais longe o sentido da vida humana.

Os discípulos a quem Jesus pediu que contribuíssem com os seus poucos sete pães e peixes pequenos não devem ter adivinhado que Jesus estava a inaugurar uma das muitas multiplicações de graças que nos alimentam o corpo e o espírito. Assim, também, a nós não nos está a ser fácil acreditar na prática que as multidões periféricas já estavam ali prefiguradas. Vivemos na época pós-ressurreição, mas a experiência do “cimo do monte” ainda merece uma corajosa escalada.

Precisamos de ter estas experiências de Advento como aquele “tríduo” em que permanecemos com Jesus como aqueles a quem Ele cura de todo o tipo de doenças (incluindo a do pecado), para, depois, enviar de regresso a casa (o lar e também a vida quotidiana) com o alimento que sacia, ou seja, a Sua presença de Emanuel (Deus-connosco). Que cada um possa, neste Advento, recolher na “cesta” ou “berço” da sua vida e/ou família todos os valores humanos e cristãos (sem esquecer os bens materiais que se possui) para colocar à disposição do nascimento e crescimento de um mundo melhor!

[Oração] Sal 22 (23)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

O Advento? Transforma de dentro para fora e de fora para dentro!

[Leitura] Is 2, 1-5; Mt 8, 5-11

[Meditação] A expressão de Jesus diante do centurião − «Do Oriente e do Ocidente virão muitos sentar-se à mesa, com Abraão, Isaac e Jacob, no reino dos Céus.» − encontra eco na recente afirmação de Tomás Hálik, de que não devemos afirmar a dicotomia entre praticantes e não praticantes, mas a relação entre os que habitam e os que procuram (em Quero que tu sejas. Podemos acreditar no Deus do Amor?).

Na verdade, conforme o contemplamos (a)creditado pelo Evangelho, o Nascimento de Jesus deu-se de um modo que se destinou a ser para toda a humanidade e não só para os judeus, etc. E é por isso, que esta celebração se repete anualmente: para que em todas as vidas se faça Páscoa!

Então, o convite a irmos às periferias, como no exemplo que nos tem dado o nosso Papa Francisco, é um convite a irmos ao encontro, sem fingimentos, de toda a humanidade que anda à procura. Só assim também iremos deixar tudo o que nos distrai da presença de Jesus nos irmãos e na Liturgia. A “prova dos nove” de um Natal bem celebrado, porque preparado pelo Advento, é a Liturgia da Vida, vivida como Cristo viveu. Vamos deixar-nos transformar por dentro e por fora, porque, na verdade, os que parecem estar longe… também estão a caminho do verdadeiro Natal!

Eis a gramática a usar no caminho do Advento: deixarmo-nos transformar de dentro (do egoísmo) para fora (ao encontro dos irmãos) e acreditar que toda a humanidade é chamada a caminhar de fora (da errância) para dentro (do coração de Deus).

[Oração] Sal 121 (122)

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