O Papa Francisco é o Precursor de hoje na boa política para a paz mundial

[Leitura] L 1 Num 6, 22-27; Sal 66 (67), 2-3. 5-6 e 8 L 2 Gal 4, 4-7 Ev Lc 2, 16-21 + Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2019

[Meditação] Já é de todos conhecida a exortação de os cristãos se devem meter na política, sem medo de que a Igreja os proíba. É, também, curiosa a constatação que soou nalgumas homilias deste primeiro de janeiro de 2019 de que quando os cristãos não “sujam as mãos” na política, existe a probabilidade de esta continuar em mãos ainda mais sujas, ecoando-se assim a mensagem do Papa para este Dia Mundial da Paz.

Na verdade, com a mensagem deste ano, em que acontecerão vários níveis de eleições, o Papa Francisco “mete-se” com a política por causa da Paz. É uma atitude corajosa, diria mesmo precursora (à maneira de João Batista), tendo em conta o elenco de vícios que o Pontífice diagnostica na que se pratica atualmente. De facto, a paz está acima da política e esta só a pode servir a partir de pressupostos éticos inalienáveis e irrefutáveis.

Na mesma mensagem, o Papa não se fica com críticas, mas parte para a construção da mesma paz, centrando-a no Mistério cristão e dando sugestões criativas que estão ao alcance da possibilidade de todos participarem, desde o próprio coração. Que esta declaração de bem-aventurança política nos ajude a viver um ano 2019 cheio da paz que o Senhor prometeu e que cabe a nós acolher!

[Oração] Oração a Nossa Senhora:

À vossa proteção recorremos,
Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas
em nossas necessidades;
mas livrai-nos sempre
de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.
Ámen.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

A vocação cristã é chamamento divino, não mero entendimento humano

[Leitura] L 1 Sir 3, 3-7. 14-17a (gr. 2-6. 12-14); Sal 127 (128), 1-2. 3. 4-5 L 2 Col 3, 12-21 Ev Lc 2, 41-52

[Meditação] Um dos aspetos que me salta à vista da fé nesta Festa da Sagrada Família é, desde a proclamação do Evangelho, a total confiança em Deus e um coração aberto de Maria e José, para “gerirem” tudo o que acontecia com o Menino Jesus. Esta família é modelo para as nossas famílias, como igrejas domésticas, pela forma como, contando com a pureza de Maria e a castidade de José, se ajustavam diante dos fatores internos e externos do mistério que era o Filho de Deus humanado.

Aquela ocasião que tinha tudo para parecer um desastre — a perda do Menino no Templo entre os doutores — acaba por se mostrar um salto temporal no desenvolvimento da missão que Jesus viria a exercer na sua vida adulta, na vida pública. Esta forma de ver este episódio, pela dimensão vocacional, traz a lume algumas perguntas, cuja resposta é decisiva para o bem da nossa Igreja particular, desde a sua dimensão de famílias domésticas até à sua relação com a Igreja universal:

– Se a experiência dos acólitos se fica por uma mera diversão de infância, como poderá colocar-se uma futura resposta vocacional mais madura? (Jesus, desde que foi ao Templo a partir dos 12 anos, nunca mais deixou de lá ir!)
– Terá a inconsistência de uma resposta a um possível chamamento de Deus a uma via de consagração alguma coisa que ver com a inconsistência da fé nas famílias? (Maria e José acreditaram sempre, apesar das contradições presentes naquele Menino!)
– Que lugar a dimensão vocacional terá na dinâmica pastoral de uma Igreja particular (diocese), sem que outras dimensões a diminuam por uma simples razão prática ou social? (A atividade de Jesus foi sempre de anúncio e cura, sem deixar, pelo caminho, de chamar a Si colaboradores…!)

Muitas outras perguntas se poderiam fazer. Unicamente aqui se quer reforçar a mesma provocação que, neste dia da Sagrada Família, foi lançada a Maria e a José por Jesus, Palavra feita carne: «não sabíeis que deveria estar na casa de meu Pai?» Portanto, quando aos pais parece perder-se o controle sobre o futuro dos filhos, deverão perguntar-se: que desígnio de amor e de forma Deus Pai quererá realizar na vida deste menino ou desta menina?

[Oração] Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

 

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

 

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

 

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projecto de Deus.

 

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Ámen.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Glamour e paradoxo: as duas faces do Natal cristão

[Leitura] Lc 2, 1-20; Jo 1, 1-18

[Meditação] Na Liturgia do Natal, enquanto o evangelista Lucas se preocupa com os aspetos históricos do nascimento de Jesus Cristo, o evangelista João interpreta teologicamente o acontecimento da encarnação do Verbo de Deus e a sua missão na história humana. Assim, estes dois tipos de abordagem (histórica e teológica) tentam descrever este evento grandioso e inaudito da entrada de Deus na história humana que o dia de hoje pretende celebrar.

No presente momento histórico, por um lado, procura celebrar-se o Natal com uma moldura de glamour, por causa do conforto humano com que se reveste a celebração desta quadra, dentro e, até, fora do âmbito da fé, sempre com motivos luminosos, manifestando ou escondendo os símbolos que nos ligam à origem desta quadra. Encontros familiares, presentes e ceias de Natal são frequentes, no ambicioso calendário natalício.

Por outro lado, os ouvidos mais atentos escutam o grito dos que se assemelham aos que viveram a primeira e verdadeira experiência do Natal, nas circunstâncias históricas relatadas por Lucas: rejeição, fuga, pobreza… Só mesmo um coração simples como o dos pastores e uma inteligência fundada na sabedoria divina como a dos Magos nos poderá ajudar a acolher a contradição para o envolvimento na sua sua resolução, nas circunstâncias atuais.

Para os que, como o evangelista João, conseguirem celebrar o Natal remontando ao antes da história humana (antes da encarnação do Verbo) e à presença de Jesus Cristo adulto na história da humanidade, não será fácil esconder a urgência da missão em que somos chamados a participar. As circunstâncias em que Jesus nasceu, infelizmente, repetem-se na vida de muitos, no hoje da nossa história. Cabe-nos a nós refugiarmo-nos no glamour do Natal comercial ou acitarmos habitar e caminhar por entre os escombros e desafios salvíficos do paradoxo nuclear do verdadeiro Natal. O centro da fé cristã é o Mistério Pascal de Jesus Cristo. Celebrar o Seu nascimento não tem outro objetivo que caminhar para ali e a partir dali, até que se cumpra toda a graça no decorrer na nossa experiência cronológica.

[Oração] Prefácio do Natal I:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Pelo mistério do Verbo Encarnado, nova luz da vossa glória brilhou sobre nós, para que, contemplando a Deus visível aos nossos olhos, aprendamos a amar o que é invisível. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hossana nas alturas. Bendito O que vem em nome do Senhor. Hossana nas alturas.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

O Natal diz-nos que só a caridade poderá esclarecer o culto que se celebra

[Leitura] Miq 5, 1-4a; Hebr 10, 5-10; Lc 1, 39-45

[Meditação] A teologia do 4º Domingo do Advento é como que o transbordar de alegria provocada pela Luz interior “acesa” pela Palavra de Deus e alimentada pela realização da Sua vontade. Quem já visitou a Basílica da Natividade (não como eu, que só a imaginei a partir do Google) teve de se baixar para lá entrar. Esta é uma metáfora do novo culto que Jesus veio inspirar, abolindo o primeiro culto feito de holocaustos e sacrifícios, enquadrando a celebração ritual no sulco que é a coerência de vida.

A verdadeira manifestação de Jesus não acontece meramente dentro de uma Igreja onde se celebrem belos ritos cristãos, mas na rua, entre os escombros da dúvida e do desespero reclamam por esta Luz do Amor divino. Para uma boa definição da missão da Igreja, na pequena Belém temos “o quê” – “casa do pão” e na casa de Isabel temos “o para quê”: a partilha de algo não só espiritual, mas também material que concretize a salvação numa situação de dificuldade humana.

Como Maria, a primeira missionária, os cristãos querem trazemos Deus dentro, confiamos n’Ele e disponobilizando-se a partilhar as suas graças. Para que a nossa vida seja uma grande manifestação do amor de Deus, teremos que, como Ela, fazermo-nos pequenos diante de Deus. Como acontece com a Páscoa, em que a Morte e a Ressurreição/Efusão do Espírito Santo (Pentecostes) são duas faces da mesma “moeda”, também, dentro do Mistério do Nascimento de Jesus, a Anunciação e a Visitação são duas expressões da mesma realidade que é o Amor de Deus em ato, com a generosa colaboração humana, de que Maria é primícia. Aprendamos com Ela a responder à urgência missionária!

[Oração] Sal 79 (80)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

 

E que tal (re)batizarmos o (pai) natal?!

Temos andado para aí com o debate entre o Menino Jesus e o Pai Natal, este defendido com antecipação pela tática consumista desta quadra e Aquele escondido, pela liturgia, dos presépios até à verdadeira data. Quem terá (mais) razão? Que caminho seguir, entre o choro das crianças que descobrem que, afinal, o homem que vem de trenó até á nossa chaminé não existe (ou já não virá pela chaminé?) e entre a aparente descristianização do Natal a que se reserva cada vez menos tempo de espera e preparação?

Sugiro uma dinâmica que não é original, mas que hoje nos poderá ajudar a recuperar o verdadeiro sentido do Natal, sem deitarmos fora as diversas partes. Proponho que “batizemos” o Pai Natal de Nicolau e o registemos nos Registos Civil e Eclesiástico como o Quarto Rei Mago. Qual é o problema? Não foram assim que surgiram todas as lendas? Sabem onde estão “registados” os nomes dos outros Três Reis Magos? Nos Livros intitulados de Apócrifos, cujo conteúdo não foi aceite nos Cânones Bíblicos por não se considerarem (após imenso estudo) inspirados por Deus, mas que não deixam de ter conteúdos que são muito úteis para a compreensão do mistério central da nossa fé. Na verdade, nesses “apócrifos” estão escritas, não as verdades da fé, mas os desejos humanos que ambicionam a manifestação do infinito.

Como “apócrifos” não significa “heréticos”, penso que não podemos andar para aí a “excomungar” o Pai Natal, desde que o “batizemos”, quer dizer, que não o ponhamos a cometer injustiças e a fugir de Jesus Cristo, mas pedindo-lhe que ajoelhe a seus pés, como fizeram os outros Três Reis Magos. Tenhamos em conta que “Herodes” deste quarto Rei Mago é o consumismo e via de solução para um bom regresso sem corrupção é a justa distribuição de bens essenciais entre os seres humanos. O Pai Natal é o “Rei Mago” sugerido pelos tempos modernos, uma vez que aqueles três já estão bem longe. Pode ser o pai ou a mãe, o avô ou a avó, o tio, a tia ou os padrinhos… ou um vizinho, para que chegue a todas as crianças o que mais precisam para viverem animados. Que cada dádiva natalícia faça presente o verdadeiro espírito cristão do Natal original.

— In Jornal Terras de Santa Maria Madalena, Campo 21/12/2018

«Que fizeste?» – Uma pergunta para dois tipos contrastantes de resposta

[Leitura] Dan 7, 13-14; Ap 1, 5-8; Jo 18, 33b-37

[Meditação] Depois que o ser humano correu o risco de romper a correspondência criatura-Criador, a ponto de Este lhe perguntar «Onde estás?» (Gn 3, 9), surgiu a pergunta «Que fizeste?». Ela aparece colocada por Deus a Caim (cf. Gn 4, 10) e por Pilatos a Jesus (cf. Jo 18, 35). A confusão sobre o ser criatura abre caminho para a inconsistência sobre o agir em conformidade.

A liturgia desta Solenidade de Cristo Rei é uma boa oportunidade para contemplarmos naquela declaração «ecce homo» a apresentação d’Aquele que vem, com a Redenção, responder em conformidade com os desígnios da Criação. Assim, também, o confirma o Apocalipse (cf. 1, 7).

Também para nós, o coração se torna um “pretório” onde pode acontecer que Jesus seja, porventura, prisioneiro, se >O deixarmos ficar fechado nas nossas projeções psicológicas, transformando-O em ídolo. Já na proclamação da Palavra Ele é a verdade que nos liberta, se a resposta àquela pergunta («Que fizeste?») for: procurei fazer o bem a meu irmão, dando a vida por Ele, sabendo que é criatura de Deus tal como eu.

Aquelas duas perguntas formam as traves  rudes da cruz de cada um e, também, na sua versão gloriosa, as traves mestras da Cruz de Jesus. Daí que para servir a Deus («Que fizeste?») seja preciso aderir à Verdade («Onde estás?»).

[Oração] Sal 92 (93)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

O povo clama por padres… O Senhor escuta. Quem enviaremos?

[Leitura] Dan 12, 1-3; Sal 15 (16), 5 e 8. 9-10. 11 L 2 Hebr 10, 11-14. 18 Ev Mc 13, 24-32

[Meditação] Conta uma história que

Uma vez, os guardas de uma prisão próxima do deserto trouxeram para a rua um prisioneiro e disseram-lhe:
— És livre. Vai e que sejas feliz.
O homem livre vagueou sem rumo e foi parar ao deserto. Aí encontrou um Sábio que lhe disse:
— Vejo que andas um pouco desorientado. Dou-te esta bússola. Servindo-te dela, poderás chegar a um oásis que fica aqui perto e depois a uma cidade onde há muita vida. Boa viagem!
O homem pensou: «Eu sou livre e este estranho quer impor-me um caminho e uma meta. Não aceito! Quero ser livre!» E atirou a bússola para longe.
Aconteceu que este homem desnorteou-se de tal maneira, que vagueou pelas areias do deserto e acabou por morrer. Foram encontrados mais tarde os seus ossos.
Um ano depois, os guardas libertaram um outro prisioneiro. O Sábio também lhe deu uma bússola e as mesmas orientações:
— Tens aqui uma bússola. Segue-a pois terás de atravessar um deserto. Mas, se te deixares nortear por ela, chegarás a uma linda cidade cheia de vida onde poderás viver. Vai e sê feliz.
Este segundo prisioneiro, ao contrário do primeiro, seguiu as orientações. A bússola ajudou-o a percorrer o caminho que o levou à terra da. liberdade. Conseguiu passar por alguns oásis, onde pôde matar a sua sede e descansar. Finalmente, chegou à meta.

Por vezes, na vida, também acontece assim: tem-se tanta vontade de liberdade e felicidade, mas renuncia-se àquilo que verdadeiramente pode ajudar-nos a encontrá-las. A impaciência em encontrar o rumo da verdadeira felicidade é uma bússola estragada. A sociedade, com muitas propostas enganosas, dopa-nos o cérebro.

A liturgia de hoje apresenta-nos a verdadeira bússola: a Palavra de Jesus. Só esta é que nos poderá ajudar a percorrer o caminho da imortalidade. Por isso, estes domingos que se aproximam no final do ano litúrgico não têm senão a função de nos ajudar um verdadeiro encontro com Cristo que virá, não só no final da nossa vida e dos tempos, mas também a este deserto onde precisamos da ajuda d’Ele, para não nos perdermos.

Neste deserto, precisamos de adotar três tipos de olhar, como nos aconselha D. António Augusto Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios:

1. Um olhar de gratidão…

2. Um olhar de realismo…

3. Um olhar de confiança e esperança…

O D. António Luciano, na Nota Pastoral que escreveu para este Semana dos Seminários 11-18 de novembro de 2018, exortou que

É preciso investir mais e melhor na pastoral familiar, juvenil e vocacional. É urgente que padres e leigos tomemos consciência da importância e valor do Seminário como casa de formação e acompanhamento, onde os jovens e adultos com uma vida humana e espiritual de qualidade, façam o seu percurso de amadurecimento e discernimento vocacional. Precisamos de trabalhar mais com as famílias para que se tornem o espaço privilegiado das vocações, escutar os jovens na Igreja, na escola, no trabalho e nos espaços de lazer, para que se alguns sentirem o chamamento de Deus à vocação sacerdotal tenham a coragem de responder sim ao chamamento de Cristo.

Somos verdadeiramente livres quando nos deixamos nortear pela bússola, que indica o que é justo e verdadeiro.

Algumas partes da Igreja Católica, por se gastar imensas energias e bens na manutenção do seu peso institucional, tendem a impludir. E ainda bem! Por outro lado, muitas partes da sociedade, por se apostar só na realização humana em busca de sucessos frequentemente efémeros, tendem a passar de moda. E ainda bem! E, mesmo depois de comprovarmos que «toda a educação é destinada a falir se toma como objectivo a estrutura antes que a pessoa», continua a defender-se a autorreferencialidade e a autorrealização que deriva dela, em vez de apostarmos numa auto-transcendência teocêntrica na consistência humana.

O bispo e os padres bem pregam, mas… quem quer imitar o seu estilo de vida? E porque será que, por vezes, o seu estilo de vida não atrai? (O mesmo se pode perguntar em relação aos matrimónios e consagrados/as.) O povo vive muitos tipos de indigência, não só a material, mas mesmo a solução desta precisa que se resolva a indigência espiritual. Podemos ser levamos a concluir que tanta pobreza material no mundo de uns é, certamente, consequência de tanto desperdício intelectual no mundo de outros, de maneira que somos levados pelo Papa Francisco a pensar que, se experimentarmos, também aquela pobreza material, com um pouco de espiritualidade podemos chegar a doar as nossas vidas em favor do pobres. Assim, deixamos que Deus se sirva de nós para levar a esperança a muitos!

[Oração] Pelos Seminários:

Deus trindade,
sabes o quanto somos mendigos de Ti.
À beira do caminho procuramos a luz
que dá mais sentido aos nossos dias
e cura todas as nossas cegueiras.
Tu passas sempre pela nossa vida
e acendes em cada um de nós
o desejo de sermos Teus discípulos.
Na Tua estrada queremos ser formados.
Nas Tuas palavras e nos Teus gestos,
Ser instrumentos da Tua graça.
Juntos no caminho,
queremos ser comunidade
enviada em missão
Rezamos por todos
os que arriscam seguir-Te,
especialmente os seminaristas
e pré-seminaristas.
Rezamos ainda por todos aqueles
que se entregam totalmente a Ti
e colocam a sua vida nas Tuas mãos
Pedimos-Te que continues
a despertar os corações adormecidos
para que mais jovens
das nossas comunidades
aceitem o desafio de Te seguir.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Dar-se com amor vale mais do que realizar-se com o que se tem

[Leitura] 1 Reis 17, 10-16; Sal 145 (146); Hebr 9, 24-28; Mc 12, 38-44

[Meditação]Conta uma história que

Certa manhã, um pai convidou o seu filho para dar
um passeio na floresta, o que o filho aceitou
com prazer. Ele deteve-se numa clareira e
depois de um pequeno silêncio perguntou:
– Além do cantar dos pássaros, estás
a ouvir mais alguma coisa?
– Estou a ouvir o barulho de uma carroça,
respondeu.
– Isto mesmo, disse o pai, é uma carroça vazia…
– Como pode saber se a carroça esta vazia, se ainda não a
vimos?
– Ora, respondeu o pai, é mito fácil saber que a carroça
está vazia. É por causa do barulho que faz.
E completou:
– Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho ela faz. Quanto mais ela está cheia, mais silenciosa ela é no cumprimento da sua missão.

Para ela não era importante realizar-se. Esta palavra, por vezes, fica perdida em cinematografias como aquela pose dos escribas que procuravam a todo o custo (com quantias avultadas colocadas no tesouro do templo) cumprir a lei à letra. Mas era o exteriorismo que pesava. Tratava-se de dar nas vistas.

Já aquela viúva… estou a imaginá-la a passar despercebida ao olhar de todos, por indigente religiosa, política e social que era. Exceto ao olhar de Jesus e dos seus discípulos.

[Oração] Pelos Seminários:

Deus trindade,
sabes o quanto somos mendigos de Ti.
À beira do caminho procuramos a luz
que dá mais sentido aos nossos dias
e cura todas as nossas cegueiras.
Tu passas sempre pela nossa vida
e acendes em cada um de nós
o desejo de sermos Teus discípulos.
Na Tua estrada queremos ser formados.
Nas Tuas palavras e nos Teus gestos,
Ser instrumentos da Tua graça.
Juntos no caminho,
queremos ser comunidade
enviada em missão
Rezamos por todos
os que arriscam seguir-Te,
especialmente os seminaristas
e pré-seminaristas.
Rezamos ainda por todos aqueles
que se entregam totalmente a Ti
e colocam a sua vida nas Tuas mãos
Pedimos-Te que continues
a despertar os corações adormecidos
para que mais jovens
das nossas comunidades
aceitem o desafio de Te seguir.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

A inteligência aproxima-nos do Reino, a caridade faz-nos habitar nele

[Leitura] Deut 6, 2-6; Hebr 7, 23-28; Mc 12, 28b-34

[Meditação] Conta-se numa história que

Um dia, num convento, o jardineiro aproximou-se de um frade seu amigo e disse-lhe:
– Gostava que fosses contemplar a beleza da minha horta e do meu jardim.
O frade, que pouco saía do convento, respondeu:
– Com todo o gosto, irei ver o que tens para me mostrar. O frade acompanhou o jardineiro. Este foi-lhe mostrando todos os canteiros, dizendo:
– Olhe para as minhas flores, como são lindas!
Mais adiante dizia:
– Repare nos morangos que plantei, como estão bonitos. E todas estas árvores cheias de frutos que são uma delícia! Mais adiante dizia:
– Olha como estão viçosas estas alfaces.
O frade ia observando em silêncio. A um certo momento respondeu:
– Sim, mas não te esqueças de que tudo isto é um dom do Criador!
Sem nada dizer, o jardineiro levou o frade a um canto do jardim deixado sem cultivar e disse:
-Repara no que acontece quando se deixa que seja o Criador a cultivar sozinho!
O frade regressou ao convento a pensar que, de facto, tudo é 100% de homem e 100% de Deus.

Moral da história:

  • O mundo foi entregue por Deus ao homem apra que faça dele um jardim. Cada homem assume a sua responsabilidade.
  • O mesmo se diga em relação ao mandamento do amor: que vale ficar fechados no “convento” a viver um culto muito bonito se depois descuidarmos dos irmãos?
  • O culto perfeito que agrada a Deus é pôr em prática a justiça em favor do próximo.
  • A integridade intelectual aproxima-nos do Reino; porém, estar dentro dele implica praticar a caridade.
  • Daí o amor a Deus e ao próximo ser um só mandamento, com duas atitudes inseparáveis.
  • Não nos podemos esquecer, também, de cuidarmos do “jardim” do nosso próprio coração, porque, na verdade, ninguém pode partilhar os frutos que não tem.
  • Deus já nos amou a todos primeiro, semeando a sua Palavra no mundo.
  • Na prática (não tão simples de observar), o Novo Testamento sugere o seguinte ciclo: amando-se no deixar-se amar por Deus e amando-O nos outros.

[Oração] Sal 17 (18)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

O sangue do Cordeiro é o “omo” da Santidade

[Leitura] Ap 7, 2-4. 9-14; 1 Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12a

[Meditação]

– «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?»

– «Meu Senhor, vós é que o sabeis.»

– «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro.»

Nos meus tempos de infância, era frequente ver a minha mãe lavar a roupa no tanque comunitário e, depois de lavar a roupa, colocar a roupa branca ao sol com a lixívia, para ficar ainda mais branca. Assim é a vida dos batizados que vivemos neste “tanque” de tribulações que é o mundo: arriscamos a vida sem fugir da estrada onde temos a oportunidade de dar testemunho do amor de Cristo da cruz. É o testemunho corajoso que “branqueia” a nossa vestes do Batismo. Por isso, não a podemos arrumar na “gaveta” do medo, mas vesti-la todos os dias, até que se manifeste totalmente a imagem de Deus em nós.

As bem-aventuranças são a imagem mais próxima do rosto de Jesus e traços caraterísticos do seu viver. Santos são todos aqueles que O imitaram.

[Oração] Sal 23 (24)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo