«Que fizeste?» – Uma pergunta para dois tipos contrastantes de resposta

[Leitura] Dan 7, 13-14; Ap 1, 5-8; Jo 18, 33b-37

[Meditação] Depois que o ser humano correu o risco de romper a correspondência criatura-Criador, a ponto de Este lhe perguntar «Onde estás?» (Gn 3, 9), surgiu a pergunta «Que fizeste?». Ela aparece colocada por Deus a Caim (cf. Gn 4, 10) e por Pilatos a Jesus (cf. Jo 18, 35). A confusão sobre o ser criatura abre caminho para a inconsistência sobre o agir em conformidade.

A liturgia desta Solenidade de Cristo Rei é uma boa oportunidade para contemplarmos naquela declaração «ecce homo» a apresentação d’Aquele que vem, com a Redenção, responder em conformidade com os desígnios da Criação. Assim, também, o confirma o Apocalipse (cf. 1, 7).

Também para nós, o coração se torna um “pretório” onde pode acontecer que Jesus seja, porventura, prisioneiro, se >O deixarmos ficar fechado nas nossas projeções psicológicas, transformando-O em ídolo. Já na proclamação da Palavra Ele é a verdade que nos liberta, se a resposta àquela pergunta («Que fizeste?») for: procurei fazer o bem a meu irmão, dando a vida por Ele, sabendo que é criatura de Deus tal como eu.

Aquelas duas perguntas formam as traves  rudes da cruz de cada um e, também, na sua versão gloriosa, as traves mestras da Cruz de Jesus. Daí que para servir a Deus («Que fizeste?») seja preciso aderir à Verdade («Onde estás?»).

[Oração] Sal 92 (93)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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