Publicado em Integração Psico-Espiritual, Lectio Humana-Divina

As duas faces da porta da salvação: do lado do Reino a gratuidade; do lado do mundo a gratidão

[Leitura] Rom 3, 21-30a; Lc 11, 47-54

[Meditação] A liturgia de hoje pode ajudar-nos a perceber a caraterística da omnipotência no confronto com Deus. A sua omnipotência é absolutamente amorosa; a “omnipotência” do homem é absolutamente presunçosa, quando existe, excetuando na infância, compreensível por causa da total dependência dos progenitores.

A salvação é sempre uma graça gratuita! O nosso esforço em acolhê-la não pode acrescentar nada como não pode diminuir em nada o mérito infinito do amor de Deus. Esta nossa convicção não infravaloriza o esforço humano. Pelo contrário, enaltece-o já desde o interior de cada pessoa, onde o Espírito atua.

A omnipotência de Deus salva-nos; a nossa presunção pode afastar-nos dela, como nos pode levar a “matar” a salvação própria e dos outros. Portanto, a justiça que salva é Deus que a cumpre (estará, porventura, aqui o sentido da “justificação” paulina). O ser humano pode ou não exercer a sua liberdade em acolhê-la e pactuar com ela nas suas (consider)ações colaborativas. De uma vez por todas: não deixemos de fazer boas ações, mas sem nos estarmos a elevar mais do que Deus nos eleva (pois não é possível!)

[Oração] Sal 129 (130)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu