A objetividade do amor pesa mais que a subjetividade das leis

[Leitura] Rom 9, 1-5;  Lc 14, 1-6; EUGENIO BORGNA, La paura di guardarsi dentro

[Meditação] S. Paulo não se importaria de ser “anátema”, que quer dizer excomungado ou “separado de Cristo” para bem dos seus irmãos. Outrora, ele esforçou-se por “matar” os que estavam fora da lei de Moisés… Agora, a sua nova atitude significa que não se importaria de perder a sua vida em favor dos irmãos que querem a Vida verdadeira. Esta posição, no dizer de muitos, não valeria, pois “os fins não justificam os meios”. Mas como justificar a sua atitude senão com o exemplo de Jesus Cristo que, em favor da liberdade dos homens, corria o risco de ser, também Ele, excomungado da religião vigiada pelos fariseus e doutores da lei do seu tempo? Por vezes, ainda hoje, os cristãos (independentemente da instituição em que professam a sua confissão de fé) veem-se no meio deste conflito interior que é fazer o bem e respeitar uma lei. Por onde solucionar este conflito? O Apóstolo aconselha-nos: o testemunho da “consciência no Espírito Santo”. Ajuda muito, também, para se ter essa coragem apostólica o que diz o psiquiatra Eugenio Borgna (cf. Avvenire), ou seja, é necessário com as nossas atitudes transcender o conceito de justiça com o perdão, uma vez que este pode mudar a vida de uma pessoa. Para que esta atitude terapêutica se desenvolva, aconselha-nos também a não tendermos tanto a um auto-perdão, mas a perdoar os outros.

Talvez seja, também, este o sentido da oração de S. Francisco de Assis: consolar mais do que ser consolado… para conseguir levar mais fé, amor… aonde há descrança, ódio…

A auto-comiseração faz-nos tender mais em delegar as responsabilidades nos outros, o que nos torna anti-sociais e solitários. Talvez seja por aqui que podemos entender a atitude de Paulo e a postura de Jesus.

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