navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1: 1Cor 9, 16-19. 22b-27; Sl 83 (84), 3. 4. 5-6. 12; Ev: Lc 6, 39-42. O itálico é das admonições em liturgia.pt

Cumprem-se hoje 25 anos desde os ataques terroristas de 2001 aos Estados Unidos, no famoso 11 de setembro. Analisar este acontecimento à luz dos “sinais dos tempos” permite refletir sobre as profundas transformações geopolíticas, sociais e éticas do mundo contemporâneo, entre as quais:

  • A Ilusão da Invulnerabilidade: O 11 de setembro marcou o fim da ideia de que potências geopolíticas estão imunes a ameaças externas ou assimétricas, demonstrando a fragilidade das estruturas globais.
  • A Dimensão Ética da Segurança vs. Liberdade: O evento inaugurou uma era de vigilância em massa e restrição de liberdades civis em nome da segurança global, um dilema que se intensifica hoje com o avanço tecnológico.
  • Consequências do Extremismo e Polarização: Evidencia o perigo do radicalismo ideológico e como o medo pode alimentar a divisão social e conflitos duradouros no cenário internacional.
  • Necessidade de Solidariedade Global: Mostra que ameaças transnacionais exigem cooperação genuína entre nações em vez de respostas unilaterais ou militarizadas prolongadas.

Ler o Evangelho de hoje à luz deste acontecimento é encontrar no ensinamento de Jesus o que distancia do que pode levar a humanidade a este tipo de abismos, através da aceitação de três critérios básicos:

  1. Um cego não pode guiar outro cego.
  2. O discípulo não é mais do que o mestre.
  3. Ver bem primeiro as próprias limitações, para depois se poder ajudar os irmãos a lidar com as suas.

A vida de relação com os outros há de assentar na humildade, na prudência, na caridade, na consciência das próprias limitações. A vulnerabilidade nunca será um problema no caminho da vida se a vigilância nunca limitar o exercício da verdadeira liberdade, isenta de todo e qualquer tipo de ideologia extremista, e a favor da promoção da solidariedade global.