navegar: da palavra… à ação

um “púlpito” para escutar:

L 1 Sir 35, 1-15 (gr. 1-12); Sl 49 (50), 5-6. 7-8. 14 e 23 Ev Mc 10, 28-31

Hoje, a Palavra de Deus garante-nos que o seguimento de Jesus não é em vão. Jesus promete recompensas para aqueles que deixarem tudo por Ele. A nossa recompensa não é apenas no Céu, mas começa aqui na terra. Aquele “cem vezes mais” na resposta de Jesus é uma hipérbole para insinuar a importância do seguimento, justificando os sacrifícios e a perseguição que lhe está inerente.

Um outro aspeto importante desta liturgia é o facto de aqueles e aquelas que se consagram a Deus começam a viver desde já a vida eterna, a partir da pertença a uma nova família, o ambiente cristão que nos permite associar os benefícios da vida em Cristo aos sacrifícios que fazem parte da entrega.

Um dia, o Papa Bento XVI, ao dirigir-se aos jovens por ocasião da 25ª JMJ, convidou-os a “considerar o caminho de Jesus Cristo como a via justa (…) que conduz à meta, a uma humanidade plenamente realizada e autêntica. (…) O seguimento de Cristo: é uma ascensão à verdadeira altitude do ser humano. O homem pode escolher um caminho cómodo e descansar de toda fadiga. Pode inclusive descender ao baixo, ao vulgar. Pode afundar-se no barro da mentira e a desonestidade. Jesus guia-nos para o que é grande, puro, para a vida segundo a verdade; para a coragem que não se deixa intimidar pelo falatório das opiniões dominantes; para a paciência que suporta e sustenta o outro. Cristo conduz a ajudar aos que sofrem, aos abandonados; para a fidelidade que está da parte do outro, ainda quando a situação se torna difícil. Conduz à disponibilidade para procurar ajuda; para a bondade que não se deixa desarmar nem sequer pela ingratidão: Ele conduz-nos para o amor, o amor conduz-nos para Deus. (…) Cristo conduz-nos por um caminho e para uma meta que nos recordam que Deus é um só em todo mundo, que supera imensamente todos nossos lugares e tempos. Aquele Deus a quem pertence toda a criação. O Deus que todos os homens procuram e que de algum modo conhecem. Infinito e ao mesmo tempo próximo, que não pode ser encerrado em nenhum edifício, que quer habitar em meio de nós, estar totalmente connosco”.