Is 2, 1-5; Rom 13, 11-14; Mt 24, 37-44 | I Domingo do Advento (A)

Um homem quis visitar um mosteiro por ter ouvido falar que lá existia uma horta muito bem cuidada. Tocou à porta e fez-se convidado visitar aquele mosteiro, no intuito de poder visitar a famosa horta, ao que o anfitrião rapidamente acedeu com uma simpática visita guiada. Chegados ao outro lado do edifício, o monge começou por apresentar as várias partes da horta: aqui estão as leguminosas, veja como estão bem verdinhas; ali estão as batatas, estão prestes a ser arrancadas da terra; acolá estão os morangos, veja como são grandes e a prometer muito sumo; veja a toda a volta as árvores de fruto, estão carregadinhas; não faltam aqui, claro, os feijões, para os tempos em que não pudermos comprar carne; também cultivamos algum centeio e trigo, pois somos nós que fabricamos aqui o nosso pão fofinho. E ainda temos ali algumas flores lindas, para embelezarmos o interior da nossa casa! E ervas para condimentar a comida e erva para fazer vários tipos de chá. Enfim, a horta era maior do que o visitante curioso suspeitava. Mas… chegados a uma parte escondida daquele afinal grande terreno de cultivo, depararam-se com uma porção significativa que não tinha nada cultivado e até parecia estar um pouco descuidado. O visitante pergunta: e, então, aqui, esqueceram-se desta parte de terreno? O monge sábio respondeu-lhe: nós deixamos sempre esta ou outra parte de terreno par anos lembrarmos sempre de uma coisa: dentro ou fora de nós, há sempre uma parte do terreno da vida que cada um de nós tem de cultivar com a sua criatividade e fidelidade aos dons de Deus. Com esta lição, o visitante saiu dali surpreendido como os monges daquele mosteiro aplicavam bem o tempo a cultivar o terreno exterior e, também, o interior, cheios de bons frutos e de boas lições.

Histórias Com Sumo

Penso que esta história nos pode ajudar a viver este Advento na perspetiva do encontro com Jesus Cristo que acontecerá no Natal que se aproxima. Porque vigiar não é ter meramente os olhos físicos abertos, mas ocuparmos o tempo livre com atividades que valham a pena, desde a alimentação ao descanso, ao convívio e ao trabalho, à oração e ao estudo, ao divertimento e, também, às boas ações em favor de quem mais precisa.

Cultivar algo de bom na vida, cuidando do que cultivamos, ajuda a cultivar, também, a nossa alma.

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