Recetores de um amor incondicional

Mc 1, 9-11 [Ritual do Batismo, n. 206]

No início na sua vida pública, Jesus deixou-se batizar por João Batista no rio Jordão. Por vezes, perguntamo-nos se Jesus, como autor do Batismo, precisava de se deixar Batizar. No entanto, percebemos que Jesus se colocou na fila do Batismo, para dizer que caminha com a humanidade necessitada de purificação. Esta atitude de Jesus prova que Ele não veio das nuvens, mas quis percorrer os mesmos caminhos e viver segundo as mesmas condições, exceto no pecado.

“Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se” ­─ Significa que o Batismo de Jesus deu um novo sentido ao batismo de purificação: não a penitência pela penitência ou o rito pelo rito, o sacrifício pelo sacrifício; inicia uma vida nova, uma nova relação entre o Criador e cada ser humano, ou seja, que a vida parte do pressuposto que é o amor incondicional de Deus, não dependendo de méritos pessoais nossos.

Enxertados em Jesus, todos os batizados são recetores ou destinatários da complacência, quer dizer, benevolência ou bem-querer do Pai. Conforme uma criança dá os seus primeiros passos apoiada no conformo dos braços abertos olhar dos seus pais, assim cada um dos batizados podem confiar todos os seus passos à atenção do Pai celeste. Aproveitemos a celebração do Batismo para volta a fazer um ato de confiança neste amor incondicional que dá sentido aos nossos passos no caminho para Deus, apoiados no modelo que é Jesus.

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