Há pressas para celebrar a vida e há pressas para causar a morte

Mc 6, 17-29

No mundo de hoje, estes dois tipos antagónicos de pressa continuam a conviver, como podemos observar, por exemplo, na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em que a chacina de muitos civis não impediu que muitos casamentos acontecessem (consta que se realizaram 15.443 casamentos durante o primeiro mês da invasão russa, com o propósito de fazer nascer novas famílias).

Maria apressou-Se para ir visitar a sua prima Isabel, que estava para ser mãe de João Batista (cf. Lc 1, 39 e seg.); a filha de Herodíades vai apressadamente pedir a morte dele. A primeira pressa causa alegria; a segunda, consternação.

A face profética que é a denúncia do mal nem sempre é conotada com a sua outra “cara metade” que é o anúncio do bem, por parte dos que têm pressa em causar a morte.

Não foi João que perdeu a sua cabeça, uma vez que a tinha como Precursor em Cristo; foi Herodes, ao arriscar perde-la para sempre.

Entretanto, passados tantos meses após o início desta guerra, a Ucrânia denuncia centenas de mortes de crianças.

Os que, como Maria e João Batista, se apressaram em fazer profecia encontram a sua razão em Cristo, que nunca deixará a morte ter a última palavra.

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