O triunfo da cruz refere-se a um modo de sofrer que cura

[Leitura] Num 21, 4b-9; Filip 2, 6-11; Jo 3, 13-17

[Meditação] Ao olhar meramente humano, a elevação de Jesus na cruz é um espetáculo horroroso. A um olhar cristão, o acontecimento da Paixão na Cruz é um ato salvífico que não é possível humanamente merecer, mas acolher com inesgotável gratidão a Deus.

O triunfo de Jesus na cruz refere-se a um modo de sofrer que salva, uma vez que sendo inevitável todo o sofrimento no confronto entre o bem e o mal no mundo, então há sempre, desde a vitória de Jesus na cruz, uma saída para o mal (e a morte eterna), deixando que o bem vença. Por isso, a cruz é sinal de vitória e não de derrota.

Sabemos que não merecemos tal oferta de amor infinito que levou Deus a deixar acontecer tal sacrifício de Jesus por nós. Por isso, basta-nos uma profunda gratidão à misericórdia infinita de Deus, manifestada não por meras palavras, mas com toda a nossa vida. Na verdade, Jesus não nos mandou meramente andar com pequenas cruzes ao pescoço ou a colocar cruzes nas paredes das nossas casas. Sugeriu, sim, que cada um individuasse a sua própria cruz e, transportando-a todos os dias, no seguimento dos seus passos.

[Oração] Sal 77 (78)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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