A posição de Jesus é a de quem vive o que anuncia

[Leitura] 1 Cor 7, 25-31; Lc 6, 20-26

[Meditação] Se repararmos bem, Lucas conta-nos que Jesus disse as bem-abenturanças  “erguendo os olhos para os discípulos”. Daqui se adivinha que Jesus não as declarou corporalmente sobranceiro a ales, mas porventura aninhado no meio deles, referindo-se a eles como bem-aventurados com as motivações do Reino.

Por outro lado, estou a imaginar Jesus a olhar à distância aqueles que desistiram de O seguir por causa das exigências do Reino e a avisá-los com aqueles “ais” que denunciam as dores provocadas por esses distanciamento provocado por eles.

Na Carta aos Coríntios, vemos Paulo a propor uma forma de lidar com as relações interpessoais de uma forma estranha. É o paradoxo do Evangelho posto em prática por uma capacidade de relativisar tudo em favor da novidade do Reino. Para isso, não se toleram desleixes para com o que se assume viver neste mundo, mas propõe-se aquela pequenez que resolve todos as contradições, uma vez que é o posicionamento que nos coloca no colo de Deus. Jesus já nos tinha avisado: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu» (Mt 18, 3).

A relação de Maria e José permitiu sintetizar o que proclamou Paulo mais tarde, na vivência de uma castidade que significou viver em função do bem do Outro que é Jesus, sem bloquear o seu caminho de obediência aos desígnios do Amor do Pai.

[Oração] Sal 44 (45)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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