A graça de Deus é o superlativo de “basta”

[Leitura] Is 26, 7-9. 12. 16-19; Mt 11, 28-30

[Meditação] Ainda no passado XIV domingo do tempo comum (B) ouvimos Jesus ordenar aos seus doze apóstolos «que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas» (cf. Mc 6, 7-13). Para mim, o “bastão” é o símbolo da graça de Deus que é o “superlativo” de “basta”.

No Evangelho desta quinta-feira, percebemos o peso que pode gerar a acumulação de bens que, muito para além de parecerem necessidades primárias, podem vir a obstaculizar o nosso viver de cristãos. O alívio que Jesus nos oferece não despreza aqueles bens essenciais para a saúde, a inteligência e a serenidade de vida. Pelo contrário, criam o espaço para os podermos encontrar no tempo devido e com a força necessária para responder aos desafios da vida.

Há que parar, porém, com processos sociais de necessidades que na verdade não o são (como há problemas que também não são problemas!), porque não nos foram impostos pela real necessidade de criaturas, mas pela aparente força manipuladora do ter que obscurece o ser. Que o regresso a Jesus em cada Eucaristia nos faça avaliar os excesso em que pusemos a nossa confiança, para que o regresso a cada irmão nos leve a partilhar o pouco que nos basta. Como Jesus propôs no episódio da multiplicação dos pães e dos peixes (cf. Jo 6).

[Oração] Sal 101 (102)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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