Um profeta é uma “alavanca” de Deus

[Leitura] Ez 2, 2-5; 2 Cor 12, 7-10; Mc 6, 1-6

[Meditação] Na oração coleta deste XIV domingo do tempo comum (B), começámos por rezar: “Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído…”. Deus não nos veio salvar aterrando numa nave espacial como nos filmes de ficção científica, como se de um super-homem se tratasse, vindo de um planeta longínquo. Ele salvou-nos incarnando o Seu muito amado Filho na nossa história humana. Sim, Jesus foi carpinteiro! E depois? Foi assim que, desde a humildade Ele nos ensinou a ser profetas.

Hoje propus a imagem da alavanca para entendermos as caraterísticas da identidade e missão dos profetas a partir do Batismo, cada um a partir da sua vocação específica. A alavanca é usada para levantar um objeto pesado, escondendo a sua ponta debaixo dessa realidade, apoiando-se num outro objeto mais pequeno, para que o braço que exerce a força a partir da parte mais elevada possa aquele aquele grande objeto. Penso podermos imitar, assim, Jesus em sendo profetas: sujeitando-nos à realidade em que somos chamados a anunciar o bem e a denunciar o mal, com humildade, nas obras que não se veem; apoiando-nos na família cristão na comunidade onde ouvimos a Palavra e celebramos os Sacramentos; deixando que a força do Espírito de Deus exerça sobre nós o seu poder.

Arquimedes terá afirmado “Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”. Pois o profeta é um crente no poder de Deus Pai apoiado na Palavra de Jesus Cristo, na sua família e comunidade, humildado na sua consciência de frágil (como S. Paulo), enviado no Espírito Santo, que anuncia o bem e denuncia o mal, onde vive ou aonde se sentir impelido a ir. A esta dimensão da identidade cristã nenhum batizado se pode escusar!

[Oração] Sal 122 (123)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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