Com Tomé, a dúvida passa a poder ser concidadã da sua gémea fé

[Leitura] Ef 2, 19-22; Jo 20, 24-29

[Meditação] Em toda a comunidade que é construção eclesial apoiada na única “pedra angular” que é Cristo, não conheço quem não tenha alguma vez tenha dúvidas na hora de professar a fé (que se apresente o primeiro, incluindo quem tenha lido a história dos Papas). É que a profissão de fé não é uma profissão de certezas empíricas, mas uma declaração de confiança nas verdades divinas reveladas.

Em Cristo, toda a “construção bem ajustada” implica o movimento para uma fé sólida, só permitida pelo método da dúvida. Só assim é que, para nós, acreditar poderá ser uma bem-aventurança, como promessa da plenitude da luz que será dada aos que não desistirem de a professar procurando.

A comunidade dos que nunca questionassem ou exigissem o toque das mãos ou do olhar dos sinais que Cristo deixou na sua Igreja (da Palavra aos Sacramentos, dos Pobres aos Doentes, dos que Testemunham aos que Buscam a Verdade, etc.) não seria uma comunidade cristã, porque nem se reuniria para comungar o mistério («Meu Senhor e meu Deus!»), nem estaria em saída para o anunciar ao mundo («Vimos o Senhor!»).

[Oração] Sal 116 (117)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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