A memória do sofrimento atenua-se quando nos deixamos olhar por Jesus

[Leitura] Act 18, 9-18; Jo 16, 20-23a

[Meditação] Os textos evangélicos destes dias antes da Solenidade da Ascensão de Jesus têm um tom de despedimento testamentário. No entanto, as palavras de Jesus não anunciam somente uma outra forma de presença, mas incluem a promessa de um reencontro. Este interregno entre a convivência com Jesus, o tempo do Espírito e o reencontro com Jesus na última vinda encontra na experiência do parto uma explicação eloquente: de facto, uma  mulher grávida, entre a conceção e o dar à luz, vive na expetativa da surpresa que será a nova vida de uma criança, cujo questionamento culminará nas dores de parto. Assim também é a vida cristã: uma gestão de expetativas, entre a fantasia da fé e o realismo da esperança, que culminará na caridade que é o dar a própria vida pelos outros, em nome de Jesus.

É o olhar de Jesus, com toda a sua ternura, que nos permite como que relativizar os sofrimentos do caminho, para, juntos, celebrarmos a meta.

[Oração] Sal 46 (47)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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