Com «Doze» e com «Sete» Jesus cumpre o que promete!

[Leitura] Tg 1, 12-18; Mc 8, 14-21

[Meditação] O entendimento acerca do projeto de Deus realizado por Jesus Cristo não foi sempre possível nas mentes dos discípulos, talvez porque se estava a inaugurar os tempos da Boa Nova. Também hoje é difícil para nós, apesar de a Revelação ser definitiva, embora não totalmente acolhida. Como sugere Santo Anselmo o Mistério de Deus é como a luz do sol para o qual não podemos olhar diretamente, ficando os nossos olhos ofuscados por tanta luz, mas permite-nos, ao mesmo tempo, ver a realidade que essa luz ilumina sobre esta terra.

À primeira vista, os dicípulos ainda não tinham tirado as conclusões dos milagres das multiplicações dos pães e dos peixes que Jesus tinha realizado, mantendo nos seus corações o “fermento” dos fariseu e de Herodes com que ainda teimavam responder à falta de bens materiais, desconfiando da ação de Deus. Ainda hoje continua a a ser assim para esta Igreja peregrina, numa sociedade de serviços maioritariamente assentes num contabilidade economicista que, em larga medida, descarta para alguns poucos momentos a celebração do mistério da fé nos sacramentos (inclusive para o momento último da velhice e da eminente morte!).

Alguém rezava, um dia, numa vigília da Semana dos Seminários, diante do Santíssimo Sacramento exposto: «Senhor, nós estamos para aqui a rezar pedindo operários para a tua messe, mais com lamentações do que com a oração da confiança e Tu com doze homens simples fizeste com que chegasse até nós este manancial de vida sacramental. Faz com que tenhamos mais confiança com o que somos, ainda que com tão pouco».

[Oração] Sal 93 (94)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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