A forma como escolhemos morrer mostra como decidimos viver eternamente!

[Leitura] 1 Mac 1,10-15.41-43.54-57.62-64; Lc 18, 35-43

[Meditação] O Livro dos Macabeus é uma boa prova de que a fé na ressurreição (de Jesus e a nossa) também foi preparada por homens e mulheres que fizeram boas escolhas na forma como viviam essa fé, mesmo correndo o risco de morrer.

A fé é um dom de eternidade que implica ser vivido na prática em conformidade com o que simboliza. O “símbolo” une duas partes de uma realidade total que coexistem (enquanto houver tempo) em dimensões separadas, mas relacionadas pela fé. A vida prática pode favorecer essa relação íntima (função de “símbolo”) ou contradizer essa mesma ambição espiritual (função de “diábolo”).

O Evangelho mostra-nos que o grito do cego une a Jesus, enquanto que os que vão à frente o tentam separar. Cuidado! Nem tudo o que se vê (dentro ou fora) no tocante à vida da fé e da realidade do mundo é o que parece à primeira vista. Quando esta nos engana, associemos-lhe ou ouvido para a escuta dos que gritam à procuram da salvação, como os pobres, como nos diz o Papa Francisco, em cuja atenção nos podem proporcionar a cura da cegueira da indiferença.

[Oração] Sal 118 (119):

Fico indignado à vista dos ímpios,
que desertam da vossa lei.
Cercaram-me os laços dos ímpios,
mas não esqueci a vossa lei.
Livrai-me da violência dos homens,
para que eu guarde os vossos preceitos.
Aproximam-se os meus iníquos perseguidores,
que estão longe da vossa lei.
Longe dos ímpios está a salvação,
porque não observam os vossos preceitos.
Ao ver os pecadores, sinto-me triste,
porque não guardam a vossa promessa.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo