O Reino de Deus não se deixa roubar por espertos, mas conquistar por benfazejos

[Leitura] Sab 7, 22 – 8, 1; Sal 118 (119), 89. 90. 91. 130. 135. 175; Lc 17, 20-25

[Meditação] O Reino de Deus já chegou, mas não se deixa roubar, mas conquistar. Os fariseus estavam preocupados com o “quando” e “onde” para o poderem “roubar” (registando-o com alguma patente legal), mas Jesus responde-lhes com o “como” de que é exemplo, sofrendo e sendo rejeitado.

De facto, vivemos num mundo em que as pessoas ou instituições tendem registar em seu nome o que fazem, mesmo até dentro da pastoral da Igreja. Tendemos a fazer do Reino o nosso reino. É como o povo diz: queremos ter o “rei na barriga”! Como Paulo disse: «não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rm 14, 17).

O “estômago” que é capaz de digerir o Reino de Deus é mais o coração: depende se queremos aceitar viver como Jesus viveu. Não é uma questão do ter, mas do ser com os outros e para os outros. Por isso, ele só é visível no “nós”. É patente de Deus e latente nos corações crentes que se juntam para fazer o bem.

Assim, a Semana dos Seminários é oportuna para se descobrir da escuta e resposta vocacional (não só do presbiterado, mas também da vida consagrada e do matrimónio!) é uma forma para sairmos do individualismo e irmos ao encontro da família da Igreja, na e a partir da qual podemos viver e partilhar a experiência do Reino de Deus.

[Oração] Para a oração, explorem-se estes subsídios.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo