Só o cingir (e não o fingir) é que mora na casa do serviço!

[Leitura] Rom 5, 12. 15b. 17-19. 20b-21; Lc 12, 35-38

[Meditação] O tema da vigilância cristã sofre o mesmo que outros temas da Sagrada Escritura: fingimo-la com muitas palavras em vez de nos cingirmos com a caridade silenciosa.

A declaração da utopia dos primeiros tempos da apostolicidade da Igreja tem de acabar, como têm de acabar os ritualismos inúteis com que pensamos agradar a Deus. O salmista reza com a lei de Deus no coração e não com as leis dos homens: é de entrega pessoal e não de bodes-expiatórios de que é feita a vida do Reino! É por isso que a caridade não é verdadeira enquanto não for precedida ou acompanhada de justiça, sendo que só Deus é que nos pode revestir da Sua misericórdia.

É a obediência com que Jesus inaugurou a nova aliança que serve de “cíngulo” para cingirmos os rins da humanidade e da fé que que partilham “segredos” de como haveremos de O servirmos nos irmãos, sem esquemas mundanos. Urge restaurar a frescura inicial da vivência do Evangelho com um atrevimento desfingido!

[Oração] Sal 39 (40):

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
então clamei: «Aqui estou».
«De mim está escrito no livro da Lei
que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».
Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
Alegrem-se e exultem em Vós
todos os que Vos procuram.
Digam sempre: «Grande é o Senhor»
os que desejam a vossa salvação.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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