Publicado em Lectio Humana-Divina

A marca do que somos e temos destina-se à sua correspondente proveniência!

[Leitura] Is 45, 1. 4-6; 1 Tes 1, 1-5b; Mt 22, 15-21

[Meditação] Todos os dias lidamos com marcas: dos eletrodomésticos que nos facilitam a vida, da roupa que vestimos (para os que a compram com marca!), dos alimentos que compramos (fora da lavoura artesanal) e, até, dos identificativos das instituições que servimos. De facto, Jesus tem razão: o seu a seu dono. A marca paga-se, porque deu trabalho a quem elaborou os seus produtos.

Já com o ser humano é outra coisa bem distinta: trazemos em cada um de nós, mesmo que haja alguém que o não reconheça, a marca de Deus. Então, como concluiu Jesus: «a Deus o que é de Deus»! Por isso, há que nos devolvermos permanentemente a Ele, deixando de lado aquela infantil “omnipotência” e construindo uma sã interdependência.

Estamos quase a terminar o ano litúrgico. As leituras destes últimos domingos ajudam-nos a criar espaço, desde os ouvidos ao coração, para Aquele que é o único Deus, acima de Quem não há outro. A este tipo especial de obediência do nosso coração a Deus não devemos subjugar a obediência a que nos propomos nos relacionamentos humanos. O contrário faz mais sentido, sem nos deixar cair em contradições.

Um belo testemunho dos dão aqueles e aquelas que, quer “ad gentes” quer “cá dentro”, saem de si próprios/as para testemunhar o Evangelho com a prática dos valores ali hierarquicamente fundamentados, quer os que se referem à Verdade suprema que nos assiste, quer aos que se referem aos bens materiais que são necessidade de todos. Louvemos a Deus por todos, no Dom do Seu Espírito Santo!

[Oração] Sal 95 (96). Também se sugere a oração do Prefácio Comum IX:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,

é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação

louvar-Vos e dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Vós sois o único Deus vivo e verdadeiro

e estais presente em todo o universo;

mas foi sobretudo no homem, criado à vossa imagem,

que imprimistes o sinal da vossa glória.

Vós o chamais a colaborar, com o trabalho de cada dia,

no projecto da criação

e lhe dais o vosso Espírito

para que em Cristo, homem novo,

se torne construtor da justiça e da paz.

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu