A fé é uma “res” comunitária, pois ver a luz implica entrar nela

[Leitura] Esdr 1, 1-6; Lc 8, 16-18

[Meditação] À luz da Liturgia de hoje descobrimos que a fé é um dom que pode ser acolhido na praça pública (sociedade), mas que só pode sobreviver alimentando-se da vida comunitária. A necessidade desta está implícita no Evangelho de hoje, quando lemos “para os que entram vejam”. Portanto, ver a luz pressupõe entrar na comunidade e, ali, fazer a experiência do caminho iniciado no Batismo.

Uma das mais importantes referências da comunidade é o seu templo, não só importante pela reunião da assembleia, como também pela mediação que exerce o que nele se celebra. Sem esta mediação como poderíamos a ter cuidado sobre “a maneira de como ouvimos”? A comunidade é a medida do que se pode ganhar e do que não podemos perder. Ninguém pode julgar ter algo só segundo os seus próprios critérios. O critério comunitário garante a segurança da fé. Prova-o a comunidade de Esdras.

[Oração] Sal 125 (126)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo