Publicado em Lectio Humana-Divina

No Reino, perder para salvar é diferente de perder para ganhar

[Leitura] Deut 4, 32-40; Mt 16, 24-28

[Meditação] Como nos prova a aventura de Santa Clara, é doando-se a própria vida que se recebe a vida. De facto, o ser humano nada mais pode dar para al´em da sua vida, uma vez que a possui como pr´opria oportunidade de realizaç˜ao pessoal.

Na mem´oria de Santa Clara ´e: como realiz´a-la se n˜ao for de forma a deixar-se amar por um Amor ultramundano? Ou seja: como realizar a pr´opria vida se n˜ao for respondendo à atraç˜ao do seu horizone ´ultimo?

J´a l´a vai o tempo da antropologia da autorealizaç˜ao sem a consideraç˜ao da autotranscendência teocêntrica que defende a premissa: sem o reconhecimento do amor de Deus ninguém pode realizar-se verdadeiramente. Esta pode ser uma forma de compreendermos a afirmação de Jesus: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me». Também a memória de Moisés diz da importância de recordarmos, antes de pensarmos tomarmos alguma direção, os maravilhosos feitos do Senhor, porque Aquele que nos criou não nos deixa ao acaso pelos caminhos da vida, mas ajuda-nos a encontrar o caminho especial para cada um dentro do caminhar do seu Povo pela história.

Acho muito estranho que muitos dos crismados, quando pensa vocação, apenas se lembre da “feira das vocações” promovida pela escola, aquando do ensino secundário. Terão as suas famílias (cristãs) esquecido de transmitir alguma coisa? Urge o papel da comunidade. O caminho dos Santos não foi uma experiência isolada.

[Oração] Sal 76 (77)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu