Vale mais o maná da libertação do que as iguarias de escravos

[Leitura] Num 11, 4b-15; Mt 14, 13-21

[Meditação] A ser humano é frequentemente contraditório: na dureza do caminho de libertação continua a olhar para trás com a nostalgia de uma escravidão bem condimentada. Talvez, hoje, continue a acontecer isto, numa sociedade que nos mantém bem alimentados, apesar de manipulados.

Temo que aconteça o mesmo nos nossos ambientes eclesiais, em que se faz um pacto mais com quem nos assegura a manutenção dos serviços religiosos do que com o Deus libertador que nos impele a fazer um caminho com a leveza do seu Espírito. Esta leveza não pactua com obesidades de todo o tipo, inclusivamente a da falta de gratidão.

São necessários mediadores que, outrora como Moisés, e, agora, como Jesus e os que se configuram a Ele mais de perto, nos assistam na conversão, para que aqueles “gritos” contraditórios se transformem em confiança no caminho que, apesar de árduo, nunca se fará só: porque Deus nos assiste e nos acompanha sempre e com o alimento que é essencial, até à terra prometida.

Urge responder à Teologia do Amor com a Antropologia do Essencial: a vontade de ser que não se deixa manipular com a lógica do ter, mas unicamente o coloca à disposição da maior glória de Deus na realização da vida.

[Oração] Sal 80 (81)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo