Publicado em Lectio Humana-Divina

Transfiguração: a majestade de Jesus testemunhada pelos seus discípulos, sem escusas nem euforias!

[Leitura] Dan 7, 9-10. 13-14; 2 Pedro 1, 16-19; Mt 17, 1-9

[Meditação] A transfiguração é um dos mistérios luminosos inseridos na oração do Rosário pelo Papa João Paulo II. É, também, um acontecimento relatado pelos quatro evangelistas e, ainda, testemuhado em primeira pessoa por Pedro, na sua segunda carta. É, por isso, um acontecimento muito importante para a maturidade de vida dos cristãos. Em que sentido?

Em primeiro lugar, afirma-se a majestade de Jesus diante da perspetiva da cruz que, apesar de não ser evidente, também esconde a vitória da Ressurreição. O Pai está com Ele em toda a sua passagem ela vida humana e somos chamados a escutar a Sua voz que anuncia o Seu Filho muito amado. Portanto, o escândalo não deve ser uma escusa para descartar da nossa relação com Cristo o que é incómodo.

Em segundo lugar, promete-se a nossa ressurreição, apesar de o caminho também ser o da cruz. Somos chamados a deixar-nos transfigurar pela Palavra do Pai, acolhendo-a como força que é preciso viver na prática com a nossa vontade. Assim, todos os cristãos são chamados a não fugir da sociedade, mas a propor nela caminhos de transfiguração, para o crescimento da fraternidade e da paz que tornam patente o Reino de Deus.

Aqueles dois extremos – a escusa e a euforia – encontram eco na vida de alguns cristãos ou, até, comunidades, a pontos de se criarem “tendas” de elites: por um lado, alguns adocicam de tal maneira a vida cristã que tudo o que for difícil de fazer é descartado para aqueles que vivem na proximidade do Pároco, Bispo ou do Arcipreste (nos conselhos económicos e pastorais, etc.); por outro lado, surge também a tendência de, mesmo com algum esforço, reduzir a vida cristã a um mero entretenimento filantrópico que torna tão próximo Jesus que lhe esconde o Cristo sofredor, sem paixão nem transfiguração ressuscitadora.

Há que corrigir estes dois extremos na vida pessoal, familiar, comunitária e diocesana, através de uma aplicação do plano pastoral diocesano.

[Oração] Sal 96 (97)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu