Jesus manifesta-Se ao mundo pelo seu Espírito incarnado em nós

[Leitura] Act 14, 5-18; Jo 14, 21-26

[Meditação]  Os chefes dos pagãos e dos judeus, à maneira do que aconteceu no processo que levou Jesus à morte, colocam na ponta da sua lança os seus para maltratar Barnabé e Paulo. Diante daquele milagre, a multidão de Icónio tinha razão em parte, ao exclamar que a divindade «toma forma humana e desce até nós». Só não estavam conscientes, ainda, de essa divindade se referir a um Deus pessoal e próximo, o único Deus, em Quem reside a verdade que os Apóstolos procuram transmitir com fidelidade. Então um sacerdote, talvez mais cúmplice daqueles do que destes, promove um sacrifício a Zeus. E os Apóstolos invocam, agora, a força do verdadeiro Deus para outro milagre: o da paralisia do espírito humano, para aceitar o Deus de Jesus Cristo.

Se repararmos bem, isto continua a acontecer hoje, dentro e fora do mundo eclesiástico. Por exemplo, fora com os poderes políticos descentrados do bem da dignidade da pessoa humana ou a “peste do clericalismo” na Igreja, a que se referiu o Papa Francisco no regresso a Roma no 13 de maio passado. Na verdade, sem a fé no verdadeiro Deus, oferece-se sacrifícios a qualquer um que O represente, desde que seja para diminuir o poder que transmitem fielmente.

Por isso, podemos perguntar: que partido tirar do grande dia que foi aquele 13 de Maio? O Papa Francisco já nos ajudou: «a santidade de Francisco e Jacinta Marto “não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que eles corresponderam ao privilégio recebido de poder ver a Virgem Maria». Portanto, não devemos idolatrar os pastorinhos, nem Fátima. Somos chamados, como nos ajudou a liturgia deste V domingo da Páscoa a centrar-nos, com a sua intercessão, na fidelidade a Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

[Oração] Sal 113 B (114)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo