Sejamos instrumentos confiantes da providência divina

[Leitura] Is 49, 14-15; 1 Cor 4, 1-5; Mt 6, 24-34

[Meditação] Para meditar na teologia prática contida na liturgia da Palavra deste VIII domingo do tempo comum que antecede o início da quaresma, encontrei a história do Frade e do Jardineiro:

Um dia, num convento, o jardineiro aproximou-se de um frade seu amigo e disse-lhe:
– Gostava que fosses contemplar a beleza da minha horta e do meu jardim.
O frade, que pouco saía do convento, respondeu:
– Com todo o gosto, irei ver o que tens para me mostrar. O frade acompanhou o jardineiro.
Este foi-lhe mostrando todos os canteiros, dizendo:
– Olhe para as minhas flores, como são lindas!
Mais adiante dizia:
– Repare nos morangos que plantei, como estão bonitos. E todas estas árvores cheias de frutos que são uma delícia!
Mais adiante dizia:
– Olha como estão viçosas estas alfaces.
O frade ia observando em silêncio. A um certo momento respondeu:
– Sim, mas não te esqueças de que tudo isto é um dom do Criador!
Sem nada dizer, o jardineiro levou o frade a um canto do jardim deixado sem cultivar e disse:
– Repara no que acontece quando se deixa que seja o Criador a cultivar sozinho!
O frade regressou ao convento a pensar que, de facto, tudo é 100% de homem e 100% de Deus. O mundo foi entregue por Deus ao homem para que faça dele um jardim. Cada homem assume a sua responsabilidade.

Na verdade, não temos de separar vocação e profissão ou opção fundamental e atividades pelas quais colocamos a render os talentos que Deus nos deu. Aquilo a que Jesus nos convida é colocar tudo − ser e fazer/ter − ao serviço do Reino de Deus e da sua justiça.

[Oração] Sal 61 (62)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo