Publicado em Lectio Humana-Divina

Jesus não passa despercebido ao “latido” de uma dor pagã

[Leitura] Gen 2, 18-25; Mc 7, 24-30

[Meditação] Nos meandros da vivência da fé cristã, estamos habituados a afirmar o dinamismo da bondade de Jesus Cristo que, como Bom Pastor, vai ao encontro das “ovelhas perdidas”, partindo do pressuposto que já foram melhores ovelhas e que deixaram de o ser. E que pensar das que nunca se afirmaram ou foram vistas como “ovelhas” deste Pastor Bom e Belo? Raramente pensamos desde esta “periferia” da atração que a presença de Jesus proporciona, já que estamos tão presos a uma racionalidade fechada.

Aquela mulher do Evangelho que foi pedir pela sua filha voltou para casa a confirmar o sucesso do seu debate com Jesus Cristo. Não sabemos se algum dia foi Sua discípula, mas adivinhamos que deve ter ficado por uma grande admiração por Ele, semelhante à que, hoje, contemplamos de tanta gente crente e não crente em relação à postura pastoral do Papa Francisco.

Jesus é amável desde todas as periferias, não se escondendo por detrás de esquemas ideológicos ou institucionais. Por isso, é necessário acender a capacidade do debate no confronto com o Evangelho, para virmos a ser capaz de admirar aquilo que Ele é capaz de fazer na nossa vida. Não há nenhuma dor no mundo que possa anular a capacidade de lutar por aquilo que Jesus Cristo pode fazer. Não é o caminho da reivindicação o que se sugere, dado que o que Ele faz é puro dom (sem aceção de pessoas). É, antes a ousadia de questionar a Palavra com os “mas” das nossas circunstâncias, deixando-nos guiar pelas provocações do Mestre.

Seja como for, a fé daquela mulher deve crescido… e muito, ou ver-se confirmada pela cura da sua filha.

[Oração] Sal 127 (128)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu