O que Se faz carne é o Verbo que se conjuga com a Verdade

[Leitura] 1 Jo 2, 18-21; Jo 1, 1-18

[Meditação] Penso que há muitos equívocos com o que significa dar testemunho da verdade, para além das formas com que se pode revestir essa ação cristã. Entre essas formas encontramos a confissão da fé exercida em muitas circunstâncias de ameaça ou de tribulação, a união na fraterna num mundo de divisões e discórdias, a defesa de uma ética nõ meio de relativismos, etc. O que me parece que nunca teve a ver com este testemunho foi permanecer dentro de uma redoma onde todos concordam com a testemunha, até ao ponto de já não se saber o que se testemunha, porque se deixou de sofrer algum questionamento sobre o mesmo.

Muitos afastam-se da Igreja não porque contemplaram algum testemunho válido, mas porque deixaram de o poder questionar, talvez por ele ter perdido a força de testemunho verdadeiro, como se tratasse de «piedosas tagarelice ou um ramalhete de respostas sonâmbulas, fáceis, prefabricadas», como refere Tomás Halík, na sua saga sobre o Amor (Quero que tu sejas! – Paulinas 2016).

O último dia do ano costuma servir para retrospetivas que, com a ajuda da comunicação social, têm sabor a “champanhe” que acompanha o brindar  de desejos de uma melhor (ou pelo menos igual) sorte no futuro a que se abre as portas. Uma atitude mais cristã convida-nos a um exame de consciência que ajude a dissipar a mentira, em vista a uma esperança mais ativa na realização da verdade na caridade.

[Oração] Sal 95 (96)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo