A inocência é uma luz que se (re)acende com a confissão da fé

[Leitura] 1 Jo 1, 5 – 2, 2; Mt 2, 13-18

[Meditação] Quando ouvimos falar de inocência lembramos-nos logo que a perdemos com pelo pecado. E a maioria das pessoas pensa que não se pode voltar a adquirir. E não é  bem verdade. O que é verdade é que não a podemos readquirir com as nossas próprias forças. Só o poder de Jesus Cristo é que nos pode ajudar a caminhar para a purificação que restitui esse estado incial de graça que todos, na infância da fé, tivemos.

A liturgia da Palavra desta Festa dos Santos Inocentes mostra-nos como podemos abrir-nos à possibilidade de reacender a luz da inocência na vela da nossa profissão de fé: caminhar na luz da verdade e confessar os pecados, para estarmos em comunhão com Cristo, que é o nosso melhor advogado junto do Pai.

Na infância da fé, também estivemos no “Egito”, para lá chamados pela voz de um sonho onde a pureza de intenções nos assistia, até que o uso da razão acendeu a possibilidade das espadas de uma má orientação da liberdade. Apesar do pecado, há em cada ser uma zona interior que contém o núcleo de restauro, como nos computadores a “bios”, nos seres humanos o fundo do coração: a partir de lá Deus pode sempre levar-nos a reinicializar um bom funcionamento entre o chamamento e resposta à santidade. Os que viram perpetuada a sua santa inocência por morrerem vicariamente por Jesus ajudam-me a perceber que este Menino é mais estrela como criança do que o meu ego adulto. Tenho de (per)segui-lo… como os magos!

[Oração] Sal 123 (124)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo