Publicado em Lectio Humana-Divina

Esperança do Advento: viveiro de justiça e de paz

[Leitura] Is 11, 1-10; Lc 10, 21-24

[Meditação] Toda a gente sabe (a não ser os citadinos que só conhecem hipermercados) que a vida nova vem de rebentos tenros e sadios. Neles está a esperança de uma nova colheita. Por isso é que os meus pais e avós sempre me avisaram de que devia ser cuidadoso com eles, nas árvores de fruto ou nas videiras, ralhando comigo se, mesmo por descuido, destruísse algum. E agora penso, como não poderia ser, também, com o projeto de vida e felicidade que está em cada ser humano, desde a concepção até ao final da vida terrena, como “rebentos” de vida eterna?

Se os que são tidos politicamente como grandes soubessem a vida nova que está nos pequenos (assim descritos como preferidos por Jesus no Evangelho), imagino que estes começariam a ser escassos como “professores” dessa vida nova para os que, pensando ganhá-la toda neste mundo, realmente correm o risco de a perder. Passe a metáfora: temos de cuidar desses “rebentos” superando os cuidados que os especialistas em dietética colocam neles: prometem saúde para quem os comer. Com o ser humano não se deve passar assim. A vida nova vem do alto e é uma proposta surpreendente para todos, chegar para uns não implica que se esgote para outros. E quem vir e ouvir primeiro é chamado a partilhar essa justiça divina com os outros. E, assim, se instaurará a verdadeira paz!

[Oração] Sal 71 (72)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu