Um cristão não é um avestruz!

[Leitura] Ap 18, 1-2. 21-23; Lc 21, 20-28

[Meditação] Ao que parece, os avestruzes não enterram a cabeça na areia quando estão assustados, pondo-se a correr o mais que podem para fugirem dos perigos. É um mito que o homem projetou sobre estes animais, de cuja fama dificilmente conseguirá escapar. Prova disso é a alternância televisiva entre as notícias dramáticas da realidade acontecida e os anúncios que ajudam a programar a própria realidade de uma forma menos depressiva. É ridículo ver como se fica, por vezes, mais angustiados por ver o clube preferido perder do que diante do sofrimento absurdo dos outros.

Com a linguagem apocalíptica do seu tempo, Jesus exorta os seus discípulos a não se esconderem dos perigos eminentes, mas a erguer-se e a levantar a cabeça. O motivo é que a oferta da libertação também está próxima! Não há outra porta, apesar de estarmos tendencialmente sempre a procurar uma saída mais airosa para a nossa vontade de ser fiéis à vontade de Deus. Ele quer-nos vivos, mas tirando-nos de tudo o que pode dar a morte verdadeira.

Os mártires vietnamitas que hoje celebramos não fugiram, mesmo quando a um tempo alegre de anúncio da Boa Nova se sucedeu um horrível batalhão de perseguições. Entre eles estavam missionários, padres e leigos. Foi nos finais do século XVIII. Nos nossos dias, o cenário continua a ser o mesmo. Escondemos a cara ou mantemo-nos levantados para quando chegar a nossa vez?!

[Oração] Sal 99 (100)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo