Com-pan-heiros são os que resolvem o jejum da solidão comendo juntos o pão do caminho

[Leitura] 1 Cor 4, 1-5; Lc 5, 33-39

[Meditação] Não há dúvida que Jesus veio, também, para romper com tradições humanas, instaurando uma nova vida representativa do Reino. Daí que o pano e os odres dos velhos ritos não servissem para aguentar a surpresa do pano e do vinho do novo caminho cristão. Jesus não desrespeita o velho, mas abre espaço para uma convivência licitamente sã com o que é novo. Pois, como se lê na leitura breve de Laudes, “pela cruz, reconciliou com Deus uns e outros, reunidos num só Corpo, levando em Si próprio a morte à inimizade (Ef 2, 13-16).

Hoje os Bispos na Igreja, como S. Paulo, são detentores de uma autoridade que não se deve deixar questionar por qualquer tipo de tribunal humano. Uma séria renovação das comunidades da Igreja não pode, por isso, abdicar deste pressuposto.

Viver demasiado tempo a fazer jejum da novidade pode levar a uma solidão que, apesar de não nos excluir da salvação, torna o caminho desnecessariamente mais duro. Depois de Ressuscitado, Jesus prometeu aos seus que não os deixaria sós, tornando-Se o Pão que alimenta o encontro da comunhão a intercetar, como cruzamento, os trilhos da solidão. A comunhão não é, por isso, uma remendada manta de retalhos, mas aquela dinâmica sempre nova que integra tudo no plano de Cristo.

[Oração] Sal 36 (37)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo