Bem-aventurados os loucos que semeiam na fraqueza sem reclamar frutos

[Leitura] 1 Cor 3, 18-23; Lc 5, 1-11

[Meditação] São poucos os que não se apercebem de como na comunidade da Igreja, hoje muito influenciada pela sociedade civil nalgumas dimensões da sua missão, muitos se dão à vã ousadia de reivindicar frutos quando nada semearam pacientemente. 

Vive-se tendencialmente segundo o esquema action-reaction, mesmo reprovando-se esta imediatez como postulado teórico. Na prática, sobretudo na educação destas últimas gerações, deram-se muitos frutos sem se exigir preparação e colaboração na sua obtenção. O que parece uma loucura, mas pode mais bem ser uma imprudência.

Loucura evangélica e apostólica será mais corretamente a audácia de quebrar cadeias que amarram a barca da Igreja à lógica do mundo (por isso é que Jesus pediu para a afastar um pouco da margem), que impedem de lançar as redes onde ninguém ousou, à luz da Palavra, descobrir frutos abundantes da grande e infinita árvore da vida. E, o que parece uma contradição com o que foi escrito antes: como serão bem mais saborosos sem ser remunerados! A verdadeira “remuneração” é a graça de trabalharmos na construção do Reino.

[Oração] Sal 23 (24)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo