Para a saúde do teu servir, chama Jesus à tua cabeceira

[Leitura] 1 Cor 3, 1-9; Lc 4, 38-44

[Meditação] Pode parecer que naquele dia Pedro tenha convidado Jesus a jantar em sua casa, uma vez que vinham da Sinagoga. Ali, Jesus já teria exercido a sua missão de pregar e seria lógico encontrar uma refeição já feita. No entanto, quem a poderia fazer está doente, com febre. E este facto dita uma nova hierarquia nas prioridades.

O episódio da cura da sogra de Pedro pode inspirar-nos a anular o hiato que muitas vezes existe entre a celebração da fé e a vida das pessoas por vezes impedidas pela falta de saúde. Pode ser que aconteça alguma motivação litúrgica perder-se pela demora gasta nalguns repastos com digestões demoradas.

São exemplo importante os Ministros Extraordinários da Comunhão que escolhem visitar os doentes logo após a Eucaristia, mesmo antes de ir preparar a refeição para os da sua casa. Esta resposta à urgência na forma de servir de alguns ministros revela o modo de agir de Jesus que, no início de qualquer dia de missão, procura o deserto como forma de sanar primeiro a Sua relação com o Pai, para depois poder servir a humanidade.

Seja à cabeceira do dia, seja da missão, seja junto ao leito de um doente, iniciemos sempre por receber Jesus antes de entrarmos na balbúrdia do dia e dos ambientes em que habitam os nossos destinatários. Assim era o dia de Madre Teresa de Calcutá,  que o Papa Francisco canonizará no próximo dia 4 de setembro. A vida desta imitadora de Jesus prova-nos que o ideal de um cristão é a misericórdia, quer dizer, não interpor nada entre o coração de Deus e a miséria humana, como, por vezes, os espíritos mundanos desejam impor-nos. O dom sobrenatural une o que a tendência natural da entropia desune.

[Oração] Sal 32 (33)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo