Publicado em Lectio Humana-Divina

Vinde comigo, passar as férias com os conselhos evangélicos que dão um descanso útil

[Leitura] Is 26, 7-9. 12. 16-19; Mt 11, 28-30

[Meditação] Por vezes, haveremos de perguntar se o que “impomos às nossas almas” por desejos humanos de ser santos é o que eficazmente nos ajuda a Ser efetivamente santos. Será útil a um santo testemunhar com alegria o que poderá levar outros a sê-lo, sobretudo na paz como fruto dessa alegria! De que valeu o farisaismo de alguns no tempo de Jesus, a não ser a catalogação de joio que, no final, é ceifado juntamente com o trigo, mas para outro fim que não o da vida eterna? De que jugo Jesus nos fala hoje no Evangelho, o único que dá descanso (temporal e eterno) às nossas almas?

Ser mansos e humildes: basta! E quem pensar que ainda não é suficientemente santo aos olhos de uma falsa e inútil comparação com os outros, siga a sua “procissão” para o cansaço inútil e… parabéns e cumprimentos a quem lá estiver…! Diria que mansidão e humildade são os dois conselhos evangélicos desconsiderados no pódio da santidade, frente à pobreza, castidade e obediência. Sem os desconsiderar na sua longa história de “produção” e “manutenção” de vida consagrada, estes três conselhos foram muitas vezes, ainda que por suposta fundamentação evangélica, sugeridos e vividos maioritariamente como esforço humano ascético.

Como entender a voz do profeta, que reza «Vós nos dareis a paz, Senhor, porque sois Vós que realizais tudo o que fazemos»? Aprendendo a viver com o mesmo jugo de Jesus, podemos chegar a fazer com que os essenciais valores evangélicos sirvam para o bem que Deus preparou para nós, no seu Reino. Então, para umas “férias” especiais, a humildade ajuda-nos a aceitar tudo sob um outro prisma e a mansidão leva-nos a viver ao encontro de todos, sem exclusões. Diria que aqueles três conselhos, sem estes dois, só produzem cansaço inútil. Com eles, descanso útil, no sentido da construção da paz sobrenatural tão necessária aos que vivem no mundo. Obter a paz de Cristo não é meramente uma questão de cumprir um conjunto de preceitos, mas uma questão de forma: a suavidade e a leveza é o que O levam a conseguir transportar a Cruz onde suporta as nossas fraquezas.

[Oração] Sal 101 (102)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

Autor:

Padre da Diocese de Viseu