Um dos três F’s de Portugal chega à vitória com o prolongamento da Fé

[Leitura] Prov 2, 1-9; Mt 19, 27-29; A REGRA DE S. BENTO; CARTA DE FERNANDO SANTOS

[Meditação] Não há dúvidas que o Fado, o Futebol e Fátima são os três F’s que lideram a expansão de Portugal pela Europa e pelo mundo fora. E, apesar de todos os défices e empates, a perseverança mantém esta pequeno país “à beira mar plantado” na luta pela vitória em muitos campos, entre os quais o do “Stade de France”.

Escuta, filho, os preceitos de mestre, e inclina o ouvido do teu coração; recebe de boa vontade e executa eficazmente o conselho de um bom pai para que voltes, pelo labor de obediência, àquele de quem te afastaste pela desídia da desobediência. A ti, pois, se dirige agora a minha palavra, quem quer que sejas que, renunciando às próprias vontades, empunhas as gloriosas e poderosíssimas armas da obediência para militar sob o Cristo Senhor, verdadeiro Rei. Antes de tudo, quando encetares algo de bom, pede-lhe com oração muito insistente que seja por ele plenamente realizado, a fim de que nunca venha a entristecer-se, por causa das nossas más ações, aquele que já se dignou contar-nos no número de seus filhos. Assim, pois, devemos obedece-lo em todo o tempo, usando de seus dons a nós concedidos, para que não só não venha jamais, como pai irado, a deserdar seus filhos, nem tenha também, qual Senhor temível, irritado com nossas más ações, de entregar-nos à pena eterna como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória. Levantemo-nos então finalmente, pois a escritura nos desperta dizendo: “Já é hora de nos levantarmos do sono”.
Neste Prólogo da Regra de S. Bento bem podemos encontrar reflexo do que escreveu o selecionador nacional, Fernando Santos, manifestando a sua filial relação com Deus Pai e profunda amizade com o seu Filho e Maria, sua e nossa Mãe. É este, declaradamente, o grande suporte que ele junta à sua família e aos seus jogadores, colocando toda a sua vida, incluindo a da Fé, no jogo em campo. Os “doze” tronos em que este selecionador e os seus onze jogadores se vão sentar quando chagarem a Belém, seja, por este testemunho de humildade e perseverança, prenúncio de uma nova capacidade de globalizar novos valores na Europa, tanto acarinhada pelo Papa Francisco como “campo” especial na sementeira da vida.
Estaremos à altura deste outro “jogo” que não é de épocas, mas de todos os dias? O Mestre Jesus selecionou um grupo de Apóstolos de entre os que iam entendendo a Verdade do seu Reino glorioso, “jogando” com eles a vida com pequenas vitórias, entre as quais a da renúncia ao mal e o desapego ao que é material. “Já é hora de acordar do sono” provocado pelo turbilhão de pressões que manipulam e ter a coragem de selecionar bem, também, noutros campos da vida intra e extra-eclesial, com base nos mesmos valores, não para discriminar ninguém, mas para pôr ao serviço de todos.
S. Bento nasceu na humildade de Subiaco, vendo a sua Regra crescer na “luz” de Montecassino, de onde é proclamado Padroeiro da Europa. Os nossos jogadores acolheram a taça de uma vitória que sabe a integralidade. Oxalá se abra para nós uma nova era assente na confiança de uma nova paternidade que nos faça viver uma melhor fraternidade. Uns, como o homem rico da história que antecede o relato evangélico de hoje, desistem do seguimento; outros, como Pedro e outros discípulos, seguem-o Mestre, enveredando por caminhos de mudança.

[Oração] Sal 33 (34) e

Senhor nosso Deus, que fizestes de São Bento um mestre insigne na escola do serviço divino, concedei-nos que, preferindo a todas as coisas o vosso amor, avancemos de coração alegre e generoso pelo caminho dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. (Colecta da Missa)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo