Publicado em Lectio Humana-Divina

Estreita o desperdício e sê largo na partilha recíproca

[Leitura] 2 Reis 19, 9b-11. 14-21. 31-35a. 36; Mt 7, 6. 12-14

[Meditação] Hoje, mais um exame pede aos alunos do secundário que tenha o estômago apertado por uns instantes. Isto para aqueles que levam a vida a sério, à procura de um futuro pelo qual têm de lutar. Expôr-se a um exame é sempre entrar pela porta estreita, para cujo sucesso é preciso não desperdiçar nem tempo, nem concentração. Desde já, invoco a assistência do Espírito Santo, pedindo-lhe os dons do entendimento e da ciência para todos.

Com a Liturgia da Palavra de hoje, Jesus continua a endireitar os passos dos seus discípulos pelo caminho estreito da salvação. Ainda ontem nos aconselhava a julgar ninguém e hoje nos adverte para não gastarmos o que é santo, nem pérolas com cães e porcos, para a seguir nos sugerir, pela positiva, a fazer pelos outros tudo o que queremos que nos façam também. Pelas afirmações de Jesus, não é difícil de descobrir que o caminho que leva à porta estreita da salvação é uma espécie de “corda bamba”, onde é precisa a “vara do equilíbrio”, com estas pequenas medidas levadas à prática das atitudes.

Foi assim a vida do religioso S. Luís Gonzaga: querer e preferir só o essencial, para não haver desperdícios, de forma a poder-se viver para os outros. A vida de quem se consagra a Deus (seja por esta mesma via deste Santo, seja por um Ministério Ordenado, seja, mesmo, pelo Matrimónio!) contrasta com a história tirada, hoje, do Antigo Testamento: Senaquerib, querendo ganhar toda a cidade pelo custo da morte de quem lá vivia, perdeu os seus cento e oitenta mil homens. O rei Ezequias estreitou o medo e deu ouvidos largos ao profeta Isaías, levando a que parecia uma sentença de morte para diante do altar do Senhor, suplicando-lhe proteção para a sua cidade.

A “porta estreita” está, de facto, diante de todos nós, assim como a “largueza” do Reino. É uma opção de escolha. Façamo-la, ainda que caminhando por cima da “corda” do equilíbrio, mas com a ajuda da vara reta das palavras de Cristo.

[Oração] Sal 47 (48)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo

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Autor:

Padre da Diocese de Viseu