Não há fronteiras para a cura pela palavra da fé

[Leitura] 1 Reis 8, 41-43; Gal 1, 1-2.6-10; Lc 7, 1-10

[Meditação] Jesus é a resposta de Deus a Salomão que Lhe suplica a sua divina atenção para aqueles que, mesmo sendo estrangeiros, vierem ao Seu encontro invocando o Seu santo nome. É o caso do centurião que procura Jesus para Lhe pedir a cura do seu servo. O centurião parece-me representar todos aqueles e aquelas que, nas sociedades de hoje, fazem o bem sem fronteiras de religião, raça ou cultura, dando a vida unicamente pelo bem dos outros, sem vaidades de qualquer género e respeitando os limites impostos pelas circunstâncias.

A admiração de Jesus por estas pessoas não tem limites visíveis, de espaço, nem de tempo. Por isso, todo aquele que crê em Jesus num contexto eclesial nunca deveria deixar de apreciar o bem que existe em qualquer pessoa. Este bem contém uma semente que poderá vir a dar uma planta e frutos; ou, se quisermos, uma acendalha que poderá acender-se e iluminar a vida (própria e dos outros). Para aquele homem, cuja palavra era um instrumento de honra, não foi difícil considerar que a Palavra de Jesus poderia realizar o bem que ele procurava para o seu servo. A honra vem-lhe, também, de ter pedido o bem para um dos que estavam sob o seu comando. Esta atitude denota respeito e consideração para com um subalterno.

Quando, todas as vezes que vamos à Eucaristia, recitamos as palavras do centurião − «Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo − não deveríamos estar a pensar não só no nosso íntimo, mas também no bem dos que estão ao nosso cuidado, sob o comando da nossa autoridade ou no interior das nossas casas? Pois bem, talvez a comunhão do Corpo do Senhor, que tem sempre um valor e poder sem limites de tempo ou de espaço, fosse acolhida com mais eficiência apostólica. Talvez, até, nos levasse a ter mais aptidão de, como Salomão, pedir pelos de “fora”, e, como diz o Apóstolo, captando favores de Deus e não dos homens e agradando somente Àquele que é a fonte de bem para todos.

[Oração] Sl 116 (117)

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