Acolher o Reino com(o) as crianças

[Leitura] Tg 5, 13-20; Mc 10, 13-16; SEMANA DA VIDA

[Meditação] Há muitas causas que levam a sociedade atual, como a da cena do Evangelho de hoje, a repelir as crianças, para que a Vida lhes possa tocar ou eles possam tocar na Vida. Dois exemplos: nega-se, por vezes, o Batismo por qualquer motivo fácil, incluindo a falta de um caminho prévio dos pais e da desqualificação canónica dos padrinhos (estes facultativos, na falta deles); o sistema da Educação evidentemente assente mais nos benefícios económicos (veja-se a mudança anual de manuais escolares) e políticos (veja-se a alternância absurdamente rápida das pedagogias), do que num projeto educativo sólido a formar uma geração. Tendo em conta que o Reino é projeto da iniciativa de Deus e não conquista nossa, podemos rapidamente concluir que os impedimentos à vida ou “estorvos” de que estamos a falar são muito levianos! Na verdade, o Reino é de Deus e não autoria dos homens. Enfim, poderiamos juntar aqui o problema gritante do aborto e o martírio de crianças cristãs no Oriente… o meu caro leitor saberá aprofundar com todo o realismo possível o que aqui se está a tentar refletir.

É curioso ver como, atualmente, na ocasião em que alguns pais se aproximam para pedir o Batismo dos seus filhos à Igreja, mesmo estando numa situação irregular do ponto de vista do Matrimónio, frequentemente, se foram bem acolhidos e se não houve impedimentos graves, decidem juntar as duas festas numa. É, também, curioso ver como algumas experiências públicdo-privadas de educação (não se deve meter tudo no mesmo saco!), dentro das possibilidades existentes e com os recursos humanos cheios de valores, conseguem construir um projeto educativo de inclusão e inclulturação, sem influências de ideologias redutoras de infinito.

Na verdade, já o sublinhou o Papa Francisco, quando se refere ao cuidado para com a casa comum que é a mãe terra, são as parcerias globais (não globalizadas ou globalizantes) que podem ajudar a solucionar problemas globais. Por isso, os responsáveis pela Semana da Vida, aproveitaram o saber papal para nos ajudar a viver esta Semana da Vida. É pena que esta “santa unção”, muitas vezes, como acontece com a que a carta Tiago iniciou no cuidado aos doentes, fique famosa como “extrema”, ou seja, para quando já não é precisa, pelos males causados pela sua de oração e de cuidado. Mesmo assim, Deus não desiste e a sua paciência inclui perdoar-nos os nossos pecados se colaborarmos na condução dos que erram à Verdade.

[Oração] Sal 140 (141)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo