O voto que “paga” a viagem da tristeza para a alegria

[Leitura] Act 18, 9-18; Jo 16, 20-23a

[Meditação] Na vida cristã, a tristeza é uma constatação realista e a alegria uma esperançosa promessa. Jesus não nega que os discípulos tenham de passar pela tristeza das tribulações causadas pelo mundo, mas também não lhes esconde a alegria que promete no encontro com Ele depois da sua Ressurreição. A sua Cruz sempre tem duas faces: a da morte vencida e a da vida eterna.

A este respeito, é significativa a experiência de Paulo, com as tribulações que sofreu em Corinto, porventura humanamente suficientes para uma provável desistência, mas que, com a reconfortante visão do Senhor e o apoio do casal Priscila e Áquila, partiu dali para a Síria numa nova viagem, “saldada” com um voto que, realizado interiormente, se manifesta com o rapar da cabeça. Acontece assim com qualquer consagração renovada: uma manifestação exterior a significar uma predisposição interior.

Também é importante que aconteça assim com os cristãos na nossa experiência de Igreja: que a visão do Senhor acontecida na vivência dos Sacramentos na Liturgia e na meditação pessoal, seja apoiada pela presença de “casais” como aquele que acompanhou Paulo na sua viagem ou outro consórcio de pessoas, ajudando-se uns aos outros a permanecer firmes na fé. Neste sentido, sobretudo em relação aos jovens que procuram a sua vocação, admiro os grupos, instituições ou movimentos que os animam com ritos e símbolos da passagem, contrastantes com as tatuagens e piercings que, na maioria da vezes, de entrega interior pouco têm, alimentando-se meramente de lamentação por uma qualquer perda exterior.

[Oração] Sal 46 (47)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo