A fome de nunca ter mais fome

[Leitura] Act 7, 51 – 8, 1a; Jo 6, 30-35

[Meditação] É o que nos pode permitir a fé: acreditar que Jesus é o enviado do Pai para nos saciar, definitivamente, as nossas diversas fomes e sedes. Mas… querermos facilmente aceitar que Ele não reduza este processo à simples fome de pão? As notícias têm-nos vindo a colocar diante dos olhos duas ordens pelas quais se pode organizar a vida da humanidade no mundo, alguma coisa a ver com o debate de ontem no programa “Prós e Contras”, que leva à discussão a utilidade dos “offshores” para a economia mundial: por um lado, milhares de seres e humanos que fogem das suas próprias terras à procura não só de pão, mas também da paz perene; por outro, pessoas ou grupos económicos que procuram, a todo o custo e usando os bens dos outros, para multiplicar pão perecível.

Na Palavra de hoje, vemos essas duas ordens contrastadas entre os anciãos/escribas e Estêvão; e, também, entre as duas faces Saulo-Paulo. A experiência deste último prova-nos que a dialética de base está presente em cada um de nós e só se poderá resolver através do bom combate da fé. Entregar o espírito a Deus e perdoar aqueles que procuram desviar-nos da verdadeira vida é a chave que Cristo nos deixou para conseguirmos passar o “mar vermelho” do testemunho, para conseguirmos entrar na pátria definitiva.

[Oração] Sal 30 (31)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo