Porque é que procuramos Jesus?

[Leitura] Act 6, 8-15; Jo 6, 22-29

[Meditação] Podemos procurar Jesus através de duas formas erradas: fugir do perigo de sermos ameaçados por sermos seus amigos ou sentirmo-nos atraídos por Ele ser capaz de satisfazer os nossos desejos. Nestes casos, o objeto do nosso amor é só um: nós próprios e nosso bem-estar, seja ele físico, psicológico ou espiritual. Então, como é que o podemos procurar sendo Ele o “objeto” da nossa procura?

Quando pela fé (dom de Deus e resposta nossa) nos vemos a vê-Lo como Aquele que é capaz de nos proporcionar muito mais do que possamos imaginar, que está para além do que vemos, mas que tem a ver com a forma como se vive aqui neste mundo. Colateralmente, outros “objetos” que beneficiarão desta diferente forma de procurar Jesus são os outros e a sua felicidade eterna.

Hoje, começamos a acompanhar Estêvão na sua aventura de martírio, ou seja, de testemunho. Se o acompanharmos pela Liturgia destes próximos dias, vamos reparar que a sua história é réplica do processo que levou Jesus à morte. Saulo, que segurará as vestes de quem o apedreja, também fará o seu caminho procura e descoberta… Cabe a cada um de nós, uma vez que Jesus Ressuscitou, procurá-lo nesta margem da vida sabendo, porém, que para O conhecermos definitivamente, teremos, também, de “navegar” para a outra margem. Mas cuidado com os motivos e a verdade dos mesmos. Não façamos parte daqueles que querem repor a ordem no mundo para seu bem-estar, em vez de ser pela obediência à Palavra de Deus.

[Oração] Sal 118 (119)

[ContemplAção] Em: twitter.com/padretojo