Publicado em Lectio Humana-Divina

Fariseus e herodianos: a faca e o queijo na testa atrofiada

[Leitura] 1 Sam 17, 32-33. 37. 40-51; Mc 3, 1-6

[Meditação] No texto evangélico de hoje, os fariseus e os herodianos parecem ter “a faca e o queijo na mão”, como se costuma dizer, em relação à tradição do Sábado. No entanto, parecem ser eles a ter e a permanecer com a “testa atrofiada”, uma vez que aquele homem que Jesus convida a levantar-se e a pôr-se no meio tem a coragem de avançar para e com Jesus para uma nova tradição: a de que todos os dias são bons para cuidar ou curar dos que estão doentes. E aqueles não estão a ver a coisa!

Não admira que Jesus os tenha olhado com indignação e entristecido, porque aquela tradição (pela qual iriam deliberar a forma de O matar) não presta para nada! Ainda hoje, os corações duros causam indignação e tristeza. Porque será?! Está claro: continuam a estar à frente de muitas instituições ou grupos de pessoas a normas que atendem mais à sobrevivência dos mesmos (sempre os mesmos grupos e pessoas!) do que ao bem dos seus indivíduos. Quase que mais valia não existirem… esses grupos ou instituições. Mais uma vez: as instituições mais assente nas leis que a fazem sobreviver do que no trabalho para com o bem das pessoas têm tendência a falecer (Alessandro Manenti).

Repararam que ao homem bastou apresentar a sua mão a Jesus com fé? Porquê deixar o homem com a mão escondida a preço do “Sábado” entendido à maneira dos homens? Vamos entender o tempo e o espaço à maneira de Deus: administrá-lo espiritualmente não pode contemplar a hipótese de que o façamos com os deuses que agrilhoam os corações e os tornam duros. Algumas tradições ou instituições legalistas parecem-se com o filisteu Golias, pois querem impor ou regulamentar a suposta “salvação” com a “espada” do medo, quando a verdadeira a dá o Senhor gratuitamente e sem nenhuma ação complicada. Imitando David, há que olhar o perigo que ameaça a dignidade do ser humano de fronte e atingi-lo na testa, quer dizer, na mente que congemina a violência. Não sejamos como Saul que quase ia desanimando o pequeno David a desistir. Não tenhamos a mente atrofiada. Contudo, façamos tudo inspirando-nos no “nome do Senhor”!

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Autor:

Padre da Diocese de Viseu