A imagem que temos de Deus determina a base e o estilo de vida

[Leitura] 1 Sam 4, 1-11; Mc 1, 40-45

[Meditação] Parafraseando a história do David e do Golias, conta-se que enquanto alguns homens desencorajavam David a lutar com Golias por ele ser pequenino e não ter forças para lhe vencer, ao que David terá respondido: ele é muito grande, não tenho como errar a pontaria!

De facto, a imagem que temos de nós mesmos e dos outros pode influenciar grandemente a nossa forma de ver a realidade e de (re)agir. Vejamos a diferença entre os israelitas, portadores da Arca da Aliança, e os filisteus: estes temeram mais a Deus do que o Seu próprio povo. O que fazia, afinal, aqueles serem “de Deus”? Na verdade, os filisteus é que O temeram e, como forma de reação, melhoraram a sua tática de combate, vencendo os primeiros. Os israelitas “dormitaram” à sombra da Arca e resignaram-se. E aprenderam uma grande lição.

Por vezes, somos assim: dizemos adorar Deus, mas “limpamos” pouco a imagem que que temos d’Ele, de maneira a que as nossas expetativas saem frustradas. Na verdade, Deus é sempre o mesmo e é tanto dos vivos como dos mortos, dos que ganham como dos que perdem. A sua bondade é um ato de pura liberdade. Por isso, não vale servirmo-nos d’Ele nem de nenhum símbolo em que Ele esteja representado como amuleto seja de que batalha for.

O alicerce da nossa vida tem de ser forte; assim, vale contrui-lo com base na Sua Palavra e não em ideologias que diminuam a exigência dos valores da fé, para sermos capazes de combater o bom combate. O estilo de viver, consequentemente, será influenciado por esse alicerce e não ao sabor de medos e superstições, que são os dois “furos” mais graves nas velas que o Espírito poderá “soprar” para que o nosso barco não afunde nos mares tempetuosos.

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