A alegria cristã é a que nos leva pelo melhor caminho

[Leitura] Is 60, 1-6; Ef 3, 2-3a. 5-6; Mt 2, 1-12; PAPA FRANCISCO, A Alegria do Evangelho (Evangelii Gaudium)

[Meditação] O que os Magos devem ter sentido quando encontraram a estrela que os levava ao Menino Jesus, é a alegria descrita pelo Papa Francisco no n.º 1 da sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (EG):

A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos.

Na verdade, ainda que Deus se tenha dado a conhecer indiretamente e de muitos modos, agora, com o nascimento de Seu Filho Jesus Cristo, Ele manifesta-se diretamente, de forma perfeita e nítida e já não a um só povo. Esta manifestação definitiva não é exclusiva de ninguém, mas objeto de anúncio a todos os povos da terra, chegando a ser destinada aos pobres e pequeninos (cf. EG, 21).

Os Magos representam toda a humanidade, de todas as raças e classes sociais, que, ao levarem os seus tesouros, não só se fazem emissores, mas também recetores das graças recebidas d’Aquele Menino que virá a ser o Sumo Profeta, Sacerdote e Rei. É Jesus, com esta tríplice missão, que nos presenteia verdadeiramente, aos homens e mulheres de todos os tempos.

Epifania é, pois, revelação desta nova Luz que estava escondida, para que todos os povos possam ser atraídos a um caminho novo que leva à vida eterna. Esta solenidade é, de certa forma, a prefiguração do Pentecostes, em que o Espírito Santo será enviado pelo Pai e pelo Ressuscitado, para que os crentes possam testemunhar comprometidamente e em toda a parte a Boa Nova da salvação. Por isso, o sentido desta festa é o da universalidade e o da missão.

Quem tem a alegria de se encontrar com Jesus Cristo, não dá ouvidos aos “herodes” de hoje que, sedentos de poder exclusivista, teimam em calar ou matar toda a origem de vida nova. Este é um critério para avaliar a verdade dos nossos contentamentos: a existência da consolação prova a experiência de uma alegria verdadeira (à maneira da estrela de Belém) que nos inspira sempre a seguir por outro caminho ao que as vozes obscuras nos indicam. Primeiro é preciso encontrar-se com Cristo; depois é preciso anunciá-l’O. Outro critério para saber se um caminho é ou não o melhor, é o do horizonte da partilha: se ele levar ao bem dos outros, é porque é o indicado; se levar ao egoísmo, é o da perdição. Por isso, toda a “epifania” é uma “perifania”, ou seja, uma revelação que se leva às periferias da existência humana.

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