Alerta! «O Senhor é a nossa justiça» e esta é misericórdia para com todos

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[Leitura] Jer 33, 14, 16; 1 Tes 3, 12 – 4, 2; Lc 21, 25-28. 34-36

[Meditação] Eis um novo tempo de graça, o Advento e o Natal. Da liturgia deste 1º Domingo de Advento, ressaltam três ideias dinâmicas que nos podem ajudar a dar o primeiro passo na caminhada para o Natal:

a) A primeira leitura ajuda-nos a ter presente que Deus não só faz promessas, mas cumpre-as, de maneira a que a realidade que nos faz estar em contacto com Ele é a realidade transformada pelas suas ações salvíficas.

b) Esta união entre o que Ele diz e faz, permite-nos retomar sempre a possibilidade de estarmos alerta, como nos pede Jesus no Evangelho, a erguermo-nos e a ter a cabeça levantada para acolher a libertação que está próxima n’Ele; a nuvem pode significar a dúvida e a hesitação com que demoramos, com o coração pesado, a visitar e a cuidar dos nossos irmãos, o “lugar” especial onde somos convidados a vigiar e a orar.

c) A caridade é a “confirmação” dos que esperam no Senhor, o amor de Deus que já habita nos nossos corações e que quer renascer constantemente através da obediência às instruções que Ele nos vai dizendo através do Espírito Santo.

O caminhada do Advento, para ser eficaz, requer que ponhamos em prática algumas “normas” ou alternemos alguns “interruptores”, tais como:

  1. Se estamos convictos que Deus cumpre as suas promessas, não andemos a acender luzes do presépio antes do tempo, como nos sugere o ambiente consumista desta época; abstraiamo-nos dos enfeites que nada têm a ver com o Natal; coloquemos este interruptor em “off”.
  2. Em “on” é para colocar o interruptor da nossa relação com Jesus; Ele já incarnou de uma vez por todas; não serve de nada fazermos parte daqueles que pensam que Ele ainda não veio, o que faria da nossa espera um vazio; Ele está onde estão os nossos medos, ansiedades e dúvidas (“nuvens”) e quer “nascer” de novo (vinda intermédia) na claridade da sua relação connosco, para que a nossa “noite” se venha a fazer “dia”.
  3. Um interruptor que, muitas vezes está estragado na nossa vida e que é preciso reparar, é o da caridade, pois ela anda, mesmo dentro das comunidades da fé, muito mal entendida, porque entregue a “vendilhões” de vário género; a caridade ou é o amor que Deus nos tem e nos confia para partilharmos gratuitamente ou não é nada; ou é boa ação concertada entre todos e desinteressada, ou é comércio sem advento de Natal; ou é misericórdia para com todos, como Nosso Senhor manda, ou é moralismo conformista e inútil.

Atendamos, em cada domingo, ao que o evangelista médico, que é Lucas, nos vai ensinar e que seja terapia para o nosso corpo, alma e espírito, para virmos a ser irrepreensíveis e estarmos presentes na vinda do Senhor que, antes de ser a definitiva, vem muitas vezes para nos animar nesta experiência maravilhosa que é a vida. Que Maria, a Senhora do Advento e do Natal, nos acompanhe neste caminho!

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