“Corpo presente”: dia e lugar da manifestação de Jesus

[Leitura] Sab 13, 1-9; Lc 17, 26-37

[Meditação] As leituras destes próximos dias, até à celebração da Solenidade de Cristo Rei e para nos prepararmos para a celebração do Tempo do Advento, trazem um tom escatológico (estudo teológico da relação entre o “já” e do “ainda não”, do final dos tempos) à nossa liturgia. A nossa vida é vivida em compasso binário entre o figurino das ocupações nas diversas atividades humanas que nos sustentam o corpo e a alma, por um lado, e, por outro, a pausa para tomar consciência de que este estado de situação não durará para sempre. Vivemos entre o “corpo ausente” de casa para trabalhar ou em casa para fugir seja de que for e o “corpo presente” à inevitabilidade da caducidade do tempo. A beleza que procuramos ter ou contemplar cairá, a força com que movemos os braços faltará, o ímpeto que nos faz caminhar para o futuro será sincopado pelo encontro com o Autor de toda a beleza, força e energia com que vivemos esta experiência terrena. É bom aproveitarmos, enquanto estamos neste corpo, para deixar que Ele se manifeste em todas as suas expressões de glória, para não acontecer que, no dia em que esse encontro acontecer definitivamente, não nos percamos com as “réplicas” dessa infinita beleza, força e energia, deixando-as perder, e acolhamos, de uma vez por todas, a hipótese de ser, como Jesus, plenamente belos, fortes e vivos.

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