Na lei do amor, paga-se uma dívida perdoando-se uma dívida

[Leitura] Rom 15, 14-21; Lc 16, 1-8

[Meditação] Por vezes, somos forçados a pensar que o testemunho evangélico é somente feito de bravura e altitudes espirituais, como se os cristãos fossem uns mestres puros como os de Qumrãn, sem mácula, e sejam chamados somente a pregar com a irrepreensibilidade. Quem dera que fosse, mas nem sempre é assim. Por vezes, a forma mais acessível (e única) de dar testemunho é mostrar a nossa indigência e falar do que Jesus faz com ela ou através dela. A pregação do Apóstolo é, também, exemplo disso, quando diz «eu não ousaria falar senão do que Cristo realizou por meu intermédio». A história do administrador desonesto relatada no Evangelho de hoje retrata, também, a nossa história quotidiana, em que, embora ainda sem ser a perfeição cristã vinda da sabedoria de Deus, podemos merecer um elogio até por recuperar a atenção do humor de Deus através daquilo que perdoamos aos outros. Pode, com isto, tender-se à defesa de uma moral do atalho mais fácil para se recuperar a liberdade ou a boa fama. No entanto, pode ser, muitas vezes, o bem possível que nos pode ajudar a vencermo-nos a nós mesmos como caminho em que a purificação pessoal também coincide com o bem dos outros. Certamente, foi assim a conquista pessoal do Santo Condestável que deu o seu salto na santidade não antes de demonstrar a sua fé pelas obras, distribuindo os seus bens pelos pobres.

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